O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordou a disputa presidencial e questões trabalhistas durante uma agenda de campanha em Juiz de Fora, na sexta-feira (16 de outubro). Candidato à reeleição, ele comentou seus resultados eleitorais anteriores no município e mencionou o adversário Flávio Bolsonaro (PL). Além disso, falou sobre a aprovação do fim da escala 6×1.
O encontro começou na Praça Deputado Clodesmidt Riani, na Zona da Mata mineira.
Lula comenta histórico eleitoral em Juiz de Fora
Durante o discurso, Lula afirmou que venceu todas as eleições presidenciais que disputou na cidade. Por isso, pediu aos eleitores que ampliem sua vantagem de votos em relação a Flávio Bolsonaro.
O presidente também mencionou uma brincadeira sobre a proximidade entre Juiz de Fora e o Rio de Janeiro. Segundo ele, algumas pessoas consideram a capital fluminense parte da região metropolitana do município mineiro.
Na sequência, voltou a abordar a disputa eleitoral e pediu maior apoio dos moradores.
Presidente relembra luta pelo 13º salário
Outro tema do discurso foi a trajetória de Clodesmidt Riani, ex-deputado e liderança sindical que participou de movimentos em defesa dos trabalhadores.
Lula destacou a atuação de Riani na greve de 1962, que contribuiu para a conquista do 13º salário no Brasil.
Na época, o presidente tinha 17 anos e trabalhava em uma fábrica de parafusos. Ele também recordou sua participação na mobilização nacional pelo benefício.
Dessa forma, Lula relacionou as conquistas trabalhistas às manifestações e aos movimentos sindicais daquele período.
Fim da escala 6×1 também entra no discurso
O presidente também comentou o fim da escala 6×1, após o Senado aprovar a medida na quarta-feira (14 de outubro). A promulgação ocorreu na sexta-feira (16 de outubro).
Durante a manifestação, Lula afirmou que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderia resultar em mudanças na medida.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro já havia manifestado críticas à proposta nas últimas semanas. O candidato chegou a classificá-la como populista, embora posteriormente tenha declarado que votaria a favor do texto.
No entanto, Flávio não participou das sessões que discutiram a matéria no dia da votação.
Em relação ao tema, o candidato do PL defende uma jornada de trabalho mais flexível, com condições negociadas diretamente entre empregados e empregadores.
