Foto: João Gabriel
A Justiça autorizou a realização de um transplante de rim entre uma doadora e sua sobrinha de consideração, moradoras de Barroso, na Zona da Mata mineira. A decisão atendeu a uma ação do Ministério Público de Minas Gerais.
A paciente enfrenta problemas renais crônicos e precisa do transplante. Após exames de compatibilidade, a tia por afinidade decidiu doar o órgão de forma voluntária.
Além disso, a doadora é cunhada do pai da paciente. Ou seja, não existe parentesco consanguíneo direto entre elas.
Por isso, a legislação exige autorização judicial nesse tipo de situação. A regra busca evitar o comércio ilegal de órgãos e garantir que o ato seja voluntário.
Diante disso, o MPMG abriu procedimento para acompanhar o caso. Em seguida, a instituição ouviu a doadora e reuniu documentos que comprovam a regularidade da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora.
Além disso, o órgão analisou o parecer da Comissão de Ética do hospital. Também verificou exames que confirmam o bom estado de saúde da voluntária.
Com isso, a Justiça expediu o alvará no dia 1º de abril. Assim, a equipe médica poderá realizar o transplante na unidade hospitalar em Juiz de Fora.
Segundo o promotor Daniel Magalhães Gomes Macedo, o caso representa um gesto raro. Ele destacou, ainda, o caráter humano e solidário da doação.