Foto: Divulgação / SINTTRO-JF
Juiz de Fora registrou mais uma paralisação do transporte coletivo nesta quinta-feira (28 de agosto). Os ônibus ficaram parados por aproximadamente uma hora, em um movimento liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttro-JF). O protesto esteve ligado à campanha salarial da categoria e à cobrança pelo pagamento do subsídio municipal destinado ao sistema. Dessa forma, milhares de passageiros enfrentaram atrasos e incertezas em seus deslocamentos.
Consórcio Via JF classifica paralisação como ilegal
O Consórcio Via JF divulgou nota oficial afirmando que a mobilização é “ilegal e irregular”, já que descumpriu a Lei nº 7.783/1989 (Lei de Greve). A legislação exige aviso prévio de 72 horas e a manutenção mínima de 30% da frota em circulação. Além disso, a empresa destacou que vem atuando dentro da legalidade e da boa-fé negocial, seguindo a agenda de negociações programada. Por outro lado, também reforçou o compromisso com o diálogo transparente, a mediação das autoridades competentes e a continuidade do serviço público essencial.
Histórico de impasses recentes
No último dia 24 de julho, Juiz de Fora já havia enfrentado uma paralisação semelhante. Naquela ocasião, os ônibus ficaram parados por quase quatro horas e só retornaram à circulação no início da noite. No entanto, não houve acordo entre o Sinttro-JF e o Consórcio Via JF. Como consequência, passageiros tiveram pontos lotados, atrasos e dificuldades de deslocamento, principalmente em bairros mais distantes.
Negociações seguem sem acordo
A pauta central dos trabalhadores envolve o reajuste salarial da categoria. Embora algumas reuniões já tenham ocorrido, não houve consenso entre sindicato e empresas. Portanto, mesmo com a retomada do serviço nesta quinta-feira, o cenário permanece indefinido. Assim, cresce a preocupação entre os usuários, já que novas mobilizações não estão descartadas.
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