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Crime no Bela Aurora termina com duas condenações após morte de criança de 10 anos

Tribunal do Júri analisou crime ocorrido em maio de 2023, que também deixou quatro feridos, durante uma sessão de mais de 12 horas.

Apuração editorial: JF Informa Política de correções →
Foto: iStock
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Uma menina de 10 anos comia um pastel ao lado do trailer do pai, no Bairro Bela Aurora, em Juiz de Fora, quando um ataque a tiros interrompeu o momento. A criança seguiria para uma aula de capoeira. Entretanto, um dos disparos a atingiu e provocou sua morte.

O crime aconteceu em maio de 2023 e também deixou quatro feridos. Entre eles estava a irmã da vítima, de 11 anos, que sofreu um ferimento de raspão. Além disso, outro menino da mesma idade e dois homens também receberam tiros.

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Na quinta-feira (22 de outubro), o Tribunal do Júri condenou dois homens, de 25 e 27 anos, pelo ataque no Bela Aurora. Juntas, as penas chegam a 147 anos e seis meses de prisão.

Conforme o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o réu mais jovem recebeu 68 anos e oito meses de prisão. Já o outro deverá cumprir 78 anos e 10 meses. Ambos iniciarão o cumprimento das penas em regime fechado.

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Disputa pelo tráfico antecedeu o ataque

Segundo a denúncia do MPMG, o acusado de 25 anos deixou uma organização ligada ao tráfico de drogas após seus integrantes o expulsarem. Posteriormente, ele passou a atuar em um grupo adversário.

A mudança intensificou o conflito entre os envolvidos. Nesse período, o homem teria feito ameaças de morte e também recebido intimidações relacionadas à rivalidade.

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Em maio de 2023, os dois condenados e um terceiro homem, cuja identidade permanece desconhecida, seguiram até um beco marcado pela intensa comercialização de drogas. O objetivo, conforme a acusação, era atingir integrantes do grupo rival.

Para chegar ao endereço, o trio utilizou um automóvel com registro de roubo e placa adulterada.

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Ao alcançar o local, um dos ocupantes do carro chamou um homem que estava no beco. Quando ele se aproximou, o acusado de 25 anos abriu fogo contra o alvo e outras pessoas que estavam nas proximidades.

Júri reconheceu circunstâncias que agravaram os crimes

Durante o julgamento, os jurados reconheceram o motivo torpe relacionado à disputa pelo controle do tráfico de drogas.

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Além disso, consideraram o perigo que os disparos representaram para outras pessoas, uma vez que o ataque ocorreu em uma via pública com grande movimentação.

O júri também levou em conta o fato de a vítima fatal ter menos de 14 anos.

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Assim, os dois acusados receberam condenações por um homicídio, quatro tentativas de homicídio, receptação e porte ilegal de arma de fogo.

Polícia apreendeu armas após o crime

Depois do ataque, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) apreendeu duas armas de fogo.

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Segundo as informações do caso, o homem de 25 anos teria utilizado uma delas durante os disparos. Já a polícia encontrou a segunda arma aproximadamente um mês depois, na residência do acusado de 27 anos.

O julgamento se estendeu por mais de 12 horas e contou com a atuação da 9ª Promotoria de Justiça de Juiz de Fora.

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Além disso, o promotor de Justiça Guilherme Timóteo de Oliveira, de Santos Dumont, participou da sessão em cooperação com o Ministério Público local.

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