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Empresas e produtores rurais atingidos pelas fortes chuvas na Zona da Mata já podem solicitar acesso a linhas especiais de crédito que somam R$ 500 milhões. A medida atende municípios como Juiz de Fora e Ubá, afetados pelos temporais registrados no fim de fevereiro.
O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal iniciaram a oferta das linhas na última terça-feira (07 de abril). O objetivo consiste em apoiar a recuperação econômica das áreas onde o Governo Federal reconheceu estado de calamidade pública.
As chuvas causaram impactos severos na região. Ao todo, 74 pessoas morreram nas duas cidades, além de milhares de desabrigados.
Como funciona o crédito
Neste primeiro momento, as instituições priorizam a liberação de recursos para capital de giro. Em seguida, também devem disponibilizar financiamento para reconstrução de instalações e aquisição de máquinas e equipamentos.
Além disso, as operações contam com apoio do Fundo Garantidor para Operações (FGO), o que facilita o acesso ao crédito, principalmente para micro, pequenas e médias empresas. Por outro lado, os bancos assumem integralmente o risco das operações.
Limites e condições
Os valores disponíveis variam conforme o perfil do solicitante:
- Pessoas físicas (agro, pesca e florestal): até R$ 200 mil
- Micro e pequenas empresas: até R$ 500 mil
- Empresas com receita de até R$ 300 milhões: até R$ 5 milhões
- Grandes empresas: até R$ 10 milhões para capital de giro e até R$ 50 milhões para reconstrução
Em relação aos juros, o spread das instituições financeiras pode chegar a 4,5% ao ano. Enquanto isso, a remuneração do Fundo Social varia entre 2% e 6% ao ano para capital de giro. Já nas linhas voltadas à reconstrução e compra de equipamentos, a taxa será de 1% ao ano.
Os recursos têm origem no Fundo Social, conforme autorização da Medida Provisória nº 1.337/2026.
Como solicitar
Os interessados devem procurar uma agência do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal para iniciar o pedido. O prazo para solicitação segue aberto até o dia 4 de julho de 2026.
A medida foi regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional. Segundo o governo federal, a liberação dos recursos não afeta o resultado primário, já que os bancos assumem o risco das operações.