Foto: PCMG
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Um homem de 55 anos foi preso em flagrante na última segunda-feira (17 de março) por estupro de vulnerável em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. A vítima, uma menina de 12 anos, é filha adotiva do acusado. Ela decidiu denunciar os abusos após participar de uma palestra sobre violência contra a mulher em sua escola.
A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) organizou a palestra, e a investigadora Sabrina Gregória notou algo estranho no comportamento da adolescente durante o evento. A policial observou que a jovem estava extremamente tensa e chegou a chorar durante a apresentação. Logo após o término da palestra, Sabrina pediu à diretora da escola que conversasse com a menina. Foi então que a adolescente revelou os abusos sofridos desde os sete anos de idade.
A delegada Karine Maia, responsável pelo caso, explicou que a adolescente foi adotada pelo casal quando tinha sete anos. Desde então, ela relatou que o pai adotivo a abusava sexualmente. O homem, que é aposentado, aproveitava a ausência da esposa, que trabalhava fora, para cometer os crimes. Além disso, a investigação mostrou que ele passou a buscar a menina mais cedo na escola, garantindo tempo suficiente para chegar em casa e manter relações sexuais antes da mãe retornar.
No dia da prisão, a vítima afirmou que havia sofrido abusos naquela mesma manhã. A polícia deteve o homem em flagrante na porta da escola. Durante o depoimento, ele optou por permanecer em silêncio e se recusou a fornecer material genético para auxiliar nas investigações.
Controle e restrições impostas à vítima
A investigação revelou que o padrasto impunha regras rígidas à adolescente. Ele limitava suas interações sociais e controlava sua aparência de forma extrema. Por exemplo, a jovem não podia brincar com os colegas durante o intervalo escolar e precisava usar roupas que escondessem qualquer traço de feminilidade.
“Ele cortou o cabelo dela bem curto, alegando questões de higiene, mas, na realidade, queria reforçar a imagem que desejava impor”, explicou a delegada Karine Maia. “Ele moldava a identidade dela conforme suas próprias vontades”, completou.
Atualmente, o acusado permanece preso no sistema prisional à disposição da Justiça, enquanto as investigações continuam.