Foto: Divulgação / Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), realizou nesta quarta-feira (13 de maio) uma operação para investigar a atuação de um grupo suspeito de atividades criminosas em Pirapetinga, na Zona da Mata mineira, e em Santo Antônio de Pádua, no estado do Rio de Janeiro.
Durante a ação, os policiais conduziram cinco investigados até a Delegacia de Polícia Civil em Pirapetinga. Segundo as autoridades, eles devem prestar esclarecimentos sobre o envolvimento direto nas atividades apuradas.
Investigação apura serviços clandestinos
As investigações começaram após denúncias relacionadas à oferta irregular de serviços de telecomunicações em Pirapetinga. Conforme a apuração, os suspeitos teriam instalado cabeamentos de internet sem autorização dos órgãos responsáveis.
Além disso, a Polícia Civil informou que o grupo também pretendia ampliar a atuação na região. Entre os planos investigados aparecem a criação de um aplicativo de transporte privado e a instalação de câmeras de monitoramento em áreas urbanas.
Segundo a polícia, esses elementos levantaram suspeitas de uma possível tentativa de controle territorial e econômico por parte da organização criminosa.
Polícia apura participação de moradores
A investigação também busca identificar moradores de Pirapetinga que, supostamente, teriam ajudado na entrada e estruturação do grupo na cidade. De acordo com a apuração, essas pessoas podem ter atuado como intermediárias durante a instalação das atividades investigadas.
Cabos irregulares foram retirados
Durante a operação, concessionárias de energia de Minas Gerais e do Rio de Janeiro participaram da retirada dos cabos instalados irregularmente nos postes das duas cidades. Além disso, equipes periciais acompanharam os trabalhos junto das forças de segurança.
O delegado responsável pelo caso, Fábio Eiras Cosendey, afirmou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a extensão das atividades investigadas na região.
Ainda segundo o delegado, denúncias anônimas podem ajudar no combate à atuação dessas organizações criminosas.