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O fluxo de passageiros no Aeroporto Regional da Zona da Mata Presidente Itamar Franco caiu mais de 30% em 2025, quando comparado a 2024. Nesse sentido, o terminal, localizado entre Rio Novo e Goianá, registrou 136 mil viajantes, considerando embarques e desembarques. No ano anterior, o aeroporto havia recebido 198 mil passageiros.
Segundo a concessionária responsável pela administração do espaço, a queda ocorreu, principalmente, por causa da readequação da malha aérea ao longo do período. Além disso, o encerramento das operações da companhia Voepass, após suspensão determinada pela Agência Nacional de Aviação Civil em março do ano passado, impactou de forma direta a oferta de voos.
Número de voos também recua de forma expressiva
Entre janeiro e dezembro de 2025, o Aeroporto da Zona da Mata recebeu 1.652 voos comerciais. Dessa forma, o número ficou 47,9% abaixo das 3.172 frequências registradas em 2024 no mesmo terminal.
De acordo com a concessionária, a Voepass respondia por cerca de 39% da oferta total de assentos mensais. Enquanto isso, as companhias Azul e Gol representavam aproximadamente 35% e 26% da capacidade disponível, respectivamente.
Ainda conforme a administração do aeroporto, em dezembro de 2025, a Gol liderou a oferta de assentos mensais, com cerca de nove mil lugares nos dois sentidos. Assim, a companhia concentrou 68% da capacidade disponibilizada no período. A Azul, por sua vez, respondeu pelos 32% restantes, com aproximadamente quatro mil assentos.
Retomada da Latam pode impulsionar movimento em 2026
Atualmente, o Aeroporto Regional da Zona da Mata opera voos diretos para Congonhas, em São Paulo, pela Gol, e para Viracopos, em Campinas, pela Azul. No entanto, há expectativa de aumento no fluxo de passageiros ao longo de 2026.
Isso porque a companhia aérea Latam prevê retomar suas operações no terminal a partir de 1º de maio, com voos diários para o Aeroporto Internacional de Guarulhos. Segundo a Anac, a Latam foi responsável por 42% do crescimento do setor aéreo no país em 2025.
De acordo com a concessionária, os voos terão pouso previsto às 9h05 e decolagem às 9h50. Além disso, as operações ocorrerão com aeronaves Airbus A320, com capacidade para até 180 passageiros. As passagens já estão disponíveis nos canais oficiais da companhia.
Com isso, a chegada da nova rota deve representar um acréscimo de 79% na oferta de assentos mensais do aeroporto.
Enquanto a Latam se prepara para retornar, a Gol mantém seis frequências semanais para Congonhas, com aeronaves Boeing 737-8 Max, de 186 assentos. Já a Azul, por outro lado, opera sete voos semanais para Viracopos com aeronaves ATR 72-600, de 70 assentos, com horários distribuídos ao longo da semana.
Aviação nacional registra recorde histórico
Por outro lado, no cenário nacional, a aviação comercial brasileira bateu recordes em 2025. Segundo dados da Anac, 129,6 milhões de passageiros utilizaram voos domésticos e internacionais nos aeroportos do país.
Desse total, o número representa crescimento de 9,4% em relação a 2024. Além disso, houve alta de 9,2% na comparação com 2019, que detinha o recorde anterior de movimentação.
Somente no mercado doméstico, os aeroportos movimentaram 101,2 milhões de passageiros. Dessa forma, o segmento ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 100 milhões de viajantes em um único ano.
No setor internacional, o crescimento também se manteve. Nesse contexto, os aeroportos brasileiros registraram 28,4 milhões de passageiros, o que representa alta de 13,4% em relação a 2024.
O diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, avaliou que os números confirmam a consolidação da retomada do setor aéreo. Segundo ele, o crescimento reflete não apenas a recuperação pós-pandemia, mas também o fortalecimento das companhias aéreas e a confiança dos passageiros.
Tarifas caem e pontualidade melhora
Além do aumento no número de viajantes, a Anac destacou a redução das tarifas aéreas. A tarifa média anual fechou 2025 em R$ 647,67. Assim, o valor acumulou queda de 10,9% nos últimos três anos.
Em 2025, o índice chegou a 93,58%, contra 92,3% em 2024. Mais da metade das passagens vendidas no ano custaram menos de R$ 500. Dessa maneira, voar no Brasil se tornou mais acessível, especialmente para quem se planeja com antecedência.