Foto: Divulgação / Prefeitura
O Cineclube Sarandira conclui as atividades de 2025 com uma programação cultural aberta ao público no distrito de Sarandira, em Juiz de Fora. A iniciativa promove, no sábado (20 de dezembro), uma sessão de cinema ao ar livre, além de uma oficina prática voltada à produção de vídeos com celular. Assim, o projeto reforça seu compromisso com o acesso democrático à cultura e com a valorização da comunidade local.
Sessão de cinema exibe dois curtas na praça do distrito
A sessão acontece às 19h, na pracinha do distrito de Sarandira, com exibição gratuita de dois curtas-metragens. Primeiro, o público assiste a “Bailarina”, filme de ficção premiado dirigido por Carlos Canela. A obra apresenta a trajetória de uma bailarina que decide enfrentar as imposições de um comitê de avaliação artística. Dessa forma, a personagem passa a questionar os limites impostos à arte em um país fictício, onde toda produção precisa de aprovação “democrática”.

Na sequência, o cineclube exibe “Canned”, curta-metragem romântico de animação em CGI, lançado em 2015. Com duração de três minutos, o filme narra uma história de amor envolvente sobre um artista de grafite cuja criação ganha vida. Assim, a programação combina reflexão social e sensibilidade artística, ampliando a experiência do público.
Oficina ensina produção de vídeos com celular
Além da sessão de cinema, o sábado (20 de dezembro) também reserva uma atividade formativa. Das 14h às 17h, acontece a 2ª Oficina de Produção de Vídeos com Celular, na sede da Associação Carabina Cultural. A atividade conta com a condução dos cineastas Carlos Canela e Suzana Markus, além do produtor Léo Matias.
A oficina recebe qualquer pessoa interessada em produzir vídeos utilizando o próprio celular. Além disso, a atividade oferece intérprete de Libras, garantindo acessibilidade ao público participante. As inscrições acontecem por ordem de chegada, o que incentiva a participação espontânea da comunidade.
Projeto fortalece o acesso cultural em Sarandira
O Cineclube Sarandira realiza atividades mensais, sempre com entrada franca, e reúne moradores do distrito e visitantes. Além disso, o acesso ao local acontece de forma facilitada, já que há transporte público disponível aos sábados, com saída às 16h e chegada a Sarandira por volta das 18h.
O projeto utiliza recursos da Lei Paulo Gustavo e conta com apoio institucional da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa). A produção cultural é assinada por Léo Matias, em parceria com a Associação Carabina Cultural, enquanto a curadoria fica a cargo dos cineastas Carlos Canela e Suzana Markus.
Desde sua criação, o Cineclube Sarandira busca garantir acessibilidade cultural no distrito. Por isso, promove sessões de cinema, oficinas e debates sobre temas relevantes da sociedade contemporânea, sempre com a presença de artistas, diretores e especialistas.