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Desigualdade eleva risco de morte materna por hipertensão

JF Informa 22 de abril de 2025

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gestante

foto: Agência Brasil

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Mesmo sendo evitáveis, as mortes maternas causadas por hipertensão continuam afetando milhares de brasileiras. Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que analisou dados de 2012 a 2023, revela que as desigualdades sociais e raciais estão entre os principais fatores que agravam o problema.

As taxas de mortalidade entre mulheres indígenas e pretas são alarmantes. No período analisado, a média de óbitos entre indígenas foi mais que o dobro da registrada entre mulheres brancas. Já entre as mulheres pretas, a taxa foi quase três vezes maior.

Ausência de predisposição biológica

Os pesquisadores alertam que não existe predisposição genética para explicar essas diferenças. Em vez disso, destacam fatores como pobreza, baixa escolaridade, dificuldades de acesso ao pré-natal e o racismo estrutural presente nos serviços de saúde.

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De acordo com o estudo, mulheres negras, pardas e indígenas frequentemente enfrentam interações negativas com profissionais da saúde. Essa realidade gera desconfiança, compromete o vínculo com os serviços e resulta em piores desfechos tanto para as mães quanto para os bebês.

Quase 21 mil mortes em 11 anos

Entre 2012 e 2023, o Brasil registrou quase 21 mil mortes de mulheres durante a gestação, o parto ou o puerpério. Dentre essas, 3.721 ocorreram por complicações decorrentes da hipertensão — o equivalente a 18% do total.

A taxa média de mortalidade materna no país foi de 61,8 para cada 100 mil nascimentos. Embora esteja abaixo do limite de 70 estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda está muito distante dos índices de países desenvolvidos, que giram entre 2 e 5 mortes por 100 mil.

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Pandemia agravou o cenário

O estudo também apontou que, em 2022, a taxa de mortes por hipertensão atingiu seu pior índice: 11,94 a cada 100 mil nascimentos. Para os pesquisadores, esse pico reflete os impactos da pandemia de Covid-19, que desorganizou os serviços de saúde e comprometeu o atendimento obstétrico nos anos seguintes.

Em 2023, a taxa caiu para 8,73. No entanto, os pesquisadores ainda tratam o dado com cautela, por considerarem que se trata de um ponto fora da curva estatística.

Início tardio do pré-natal agrava riscos

José Paulo Guida, professor do Departamento de Tocoginecologia da Unicamp, enfatiza a importância do pré-natal precoce. Segundo ele, muitas mortes poderiam ser evitadas se o acompanhamento médico começasse logo após a descoberta da gravidez.

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No entanto, no Brasil, o pré-natal costuma se iniciar tardiamente, em média na 16ª semana — cerca do quarto mês. Esse atraso é ainda mais comum em regiões distantes dos centros urbanos, onde há maior dificuldade de acesso a serviços de saúde.

Medicamentos simples podem evitar complicações

Dois medicamentos acessíveis — o carbonato de cálcio e o ácido acetilsalicílico (AAS) — têm potencial para reduzir em até 40% as complicações por hipertensão, desde que iniciados antes da 16ª semana de gestação. O Ministério da Saúde já recomenda o uso do cálcio para todas as gestantes, enquanto o AAS é indicado para aquelas com maior risco.

Contudo, Guida destaca que essas medicações precisam estar disponíveis em todas as unidades de saúde. Além disso, os profissionais devem ser treinados para identificar precocemente os fatores de risco e realizar a prescrição correta.

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Sinais de alerta e a importância do atendimento emergencial

As gestantes precisam ser orientadas a procurar atendimento de urgência caso apresentem sintomas como:

  • Dor de cabeça persistente;
  • Inchaço acentuado no rosto e braços;
  • Náuseas e dor de estômago em estágios avançados da gravidez;
  • Pontos brilhantes na visão.

Nessas situações, o uso de sulfato de magnésio torna-se essencial para evitar crises convulsivas causadas pela pressão alta. Segundo Guida, o risco de morte para uma mulher que sofre convulsão pode chegar a 50%.

Mulheres com mais de 40 anos correm mais riscos

O estudo também revela que a taxa de mortalidade por hipertensão aumenta significativamente após os 40 anos. Nessa faixa etária, o índice chegou a 31 mortes para cada 100 mil nascimentos.

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A explicação está no fato de que muitas dessas mulheres já enfrentam doenças crônicas como diabetes ou hipertensão, o que eleva o risco de complicações durante a gestação.

Por fim, os pesquisadores alertam que o número de mortes por hipertensão pode estar subestimado. Cerca de 2.400 mulheres morreram por hemorragias no período analisado, e, segundo Guida, a hipertensão pode ter contribuído para esses casos ao comprometer a coagulação sanguínea.

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