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Pacientes com queimaduras passam a receber malhas compressivas pelo SUS no Hospital João Penido

Davi Dias 15 de maio de 2026

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Pacientes com queimaduras passam a receber malhas compressivas pelo SUS no Hospital João Penido

Foto: Reprodução / OVG

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O Hospital Regional João Penido (HRJP), em Juiz de Fora, começou a fornecer malhas compressivas para pacientes que seguem em recuperação de queimaduras. O material agora integra o atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na unidade, que atua como referência regional em casos de baixa e média complexidade.

Ligado à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), o hospital atende moradores de 94 cidades da macrorregião Sudeste de Minas Gerais. A entrega acontece no Ambulatório de Queimados, setor responsável pelo acompanhamento dos pacientes após a internação.

As malhas são produzidas de forma personalizada e exercem pressão contínua nas áreas atingidas pelas queimaduras. Com isso, o tratamento continua sem interrupções e os pacientes conseguem manter os cuidados indicados pela equipe médica.

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Famílias deixam de arcar com o custo do material

Antes da oferta pelo SUS, muitas famílias precisavam comprar as malhas por conta própria. Em alguns casos, os pacientes sequer conseguiam acesso ao item durante o período de recuperação.

Agora, cada paciente recebe duas peças feitas sob medida. Dessa forma, o uso continua normalmente enquanto uma das malhas passa pela lavagem.

Segundo o enfermeiro coordenador da Unidade de Pacientes Externos e Reabilitação, Bruno Bernardes Friaça, a medida ajuda diretamente na continuidade do tratamento.

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“Enquanto uma é lavada, o paciente pode usar a outra, sem que o tratamento fique prejudicado”, explicou.

Criança atendida no hospital está entre os primeiros beneficiados

Victor Hugo, de 6 anos, está entre os primeiros pacientes que receberam as malhas compressivas na unidade. O menino sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus depois do contato com água quente. As lesões atingiram o tórax, os braços, a barriga e parte de uma das pernas.

Por causa da gravidade dos ferimentos, a criança permaneceu internada durante 23 dias no Hospital Regional João Penido.

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O pai do menino, Tobias Lázaro da Silveira, afirmou que a família acreditava que precisaria comprar o material.

“Estamos muito satisfeitos em ter conseguido pelo SUS. A gente achava que seria necessário comprar”, disse.

Além disso, ele agradeceu o atendimento recebido durante a permanência do filho no hospital.

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“O hospital é nota mil. Somos muito gratos à equipe. Em um momento tão delicado, ser bem atendido faz toda a diferença”, relatou.

Material ajuda na recuperação das cicatrizes

O cirurgião plástico Rafael Pereira destacou que as malhas compressivas têm função importante no tratamento de queimaduras. Segundo ele, o material atua diretamente sobre as cicatrizes e ajuda na recuperação dos pacientes.

De acordo com o médico do HRJP, o uso reduz edema, dor e prurido. Além disso, as malhas aceleram a maturação das cicatrizes e diminuem a rigidez das áreas afetadas.

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Ainda conforme Rafael Pereira, o tratamento também auxilia na prevenção de queloides, cicatrizes hipertróficas e infecções.

O médico explicou ainda que o início rápido do uso das malhas contribui para uma recuperação mais eficiente e reduz possíveis sequelas.

Unidade atende 1,7 milhão de habitantes

O Hospital Regional João Penido atende uma população estimada em 1,7 milhão de habitantes. Além da assistência a pacientes queimados, a unidade oferece serviços de média e alta complexidade, maternidade de alto risco, cuidados intensivos neonatal, pediátrico e adulto, traumatologia, neurologia, cirurgia geral e pediátrica, pneumologia sanitária e reabilitação física.

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