Foto: CNN Brasil
Um incêndio de grandes proporções atingiu na manhã desta segunda-feira (21 de Abril) a plataforma de petróleo PCH-1 (Cherne 1), localizada na Bacia de Campos, a cerca de 130 km da costa de Macaé, no norte do Rio de Janeiro. O fogo começou às 7h25 e, depois de quatro horas de combate intenso, as equipes conseguiram controlar as chamas por volta das 11h25. Até o momento, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) confirma 32 trabalhadores feridos, com casos de queimaduras e inalação de fumaça.
Trabalhadores se ferem e resgate no mar mobiliza equipe
Durante a emergência, um funcionário caiu no mar. No entanto, a embarcação de apoio Locar XXII conseguiu resgatá-lo rapidamente. Apesar do susto, ele estava consciente e apresentava apenas queimaduras leves.
Além disso, os socorristas transportaram as vítimas para hospitais de Campos (Unimed e Hospital Doutor Beda) e de Macaé (HPM e Unimed). Entre os 32 feridos, 14 sofreram queimaduras, enquanto os demais apresentaram sintomas de intoxicação pela fumaça.
Plataforma já estava fora de operação
Segundo a Petrobras, a plataforma PCH-1 estava fora de operação desde 2020. Por questão de segurança, a equipe interrompeu imediatamente o escoamento de gás no início do incêndio.
Além disso, a companhia anunciou a criação de uma comissão interna para investigar as causas do acidente. Paralelamente, todos os trabalhadores não essenciais estão sendo desembarcados de forma preventiva, para garantir a integridade da unidade.
Sindicato aponta sucateamento das plataformas
O Sindipetro-NF responsabiliza a falta de investimentos pela gravidade do incêndio na plataforma. Conforme destacou em nota, os constantes acidentes refletem anos de negligência e sucateamento das instalações offshore.
Enquanto isso, a diretora do sindicato, Bárbara Bezerra, e a assistente social Danielle Araújo acompanham de perto o atendimento dos feridos nos hospitais, oferecendo apoio também às famílias. O sindicato afirma que continuará monitorando os desdobramentos.