Foto: Reprodução/X @jairbolsonaro
Jair Bolsonaro (PL) continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília. O ex-presidente foi submetido a uma cirurgia no domingo (13 de abril) para tratar uma obstrução intestinal. Embora tenha apresentado melhora clínica, ainda não há previsão para sua alta.
Quadro clínico é estável, segundo equipe médica
De acordo com o boletim divulgado na manhã desta quinta-feira (17 de abril), Bolsonaro responde bem ao pós-operatório. Os médicos informaram que ele não sente dores, não apresentou complicações e está com os exames laboratoriais em melhora progressiva. Por orientação da equipe médica, as visitas continuam suspensas.
Além disso, o ex-presidente tem realizado fisioterapia motora e respiratória, incluindo caminhadas fora do leito. Essas medidas fazem parte do protocolo para acelerar sua recuperação e evitar novos problemas.
Cirurgia durou 12 horas e exigiu reconstrução abdominal
A equipe médica relatou que a operação durou aproximadamente 12 horas. Inicialmente, os profissionais dedicaram duas horas para acessar a cavidade abdominal. Em seguida, trabalharam por cerca de cinco horas na remoção das aderências intestinais. A fase final envolveu a reconstrução da parede abdominal.
Apesar da complexidade, a cirurgia foi bem-sucedida e não apresentou intercorrências graves. Esta foi a sétima cirurgia abdominal de Bolsonaro desde o atentado sofrido em 2018, durante campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata mineira.
Internação pode durar até duas semanas
Bolsonaro passou mal na sexta-feira (11 de abril), no Rio Grande do Norte. Foi transferido no sábado (12 de abril) para o hospital em Brasília e operado no dia seguinte. Na terça-feira (15 de abril), ele divulgou um vídeo andando pelos corredores da unidade, sinalizando boa evolução.
A previsão é que a internação dure até 15 dias. A equipe médica estima que sua recuperação completa levará de dois a três meses. Por enquanto, não há indicação para novas cirurgias nem para restrições permanentes de saúde.
Equipe médica responsável pelo caso
Assinam o boletim os médicos Cláudio Birolini (chefe da equipe cirúrgica), Leandro Echenique e Brasil Caiado (cardiologistas), Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior (coordenador da UTI), Guilherme Meyer (diretor médico do hospital) e Allisson Barcelos Borges (diretor-geral do DF Star).