A empresa cortou as linhas 411, 430, 431, 432 e 433 por falta de veículos.
Responsáveis por estudantes que estudam na região central e moram na região do bairro São Benedito contaram para a equipe do JF Informa a dificuldade para estudantes e trabalhadores que dependem das linhas 411, 430, 431, 432 e 433. Isso porque a empresa Tusmil que atualmente é responsável pela operação delas retirou as linhas de circulação nos dias de semana alegando não ter veículos suficientes em bom estado para realizar os itinerários.
Segundo Katia que mora no bairro Bonsucesso, a filha dela está sem ir para a escola desde semana passada, isso porque devido sua filha ainda ser muito nova, ela acha perigoso deixar a menina ir e voltar a pé do colégio.
Outros moradores dos bairros nos disseram que a empresa costuma colocar ônibus no bairro para fazer uma ou duas viagens e depois os coletivos somem do mapa.
Tusmil cometeu mais de 1500 infrações só em 2022
Dados divulgados pela Prefeitura de Juiz de Fora apontam que o Consórcio Manchester cometeu mais de 1500 infrações de janeiro a julho deste ano. Além disso, em vídeo divulgado pela Prefeita Margarida Salomão, ela informa que a Tusmil que atualmente é a única empresa do Consórcio Manchester foi contratada para operar com 225 ônibus, mas que atualmente circulam apenas 111 veículos.
Algumas linhas de ônibus a empresa simplesmente tirou de circulação sem autorização, deixando o passageiro a ver navios no ponto de ônibus, alguns tendo que caminhar alguns quilômetros.
Margarida Salomão, se pronunciou na manhã desta quinta-feira, 28, sobre a liminar proferida pela desembargadora Yeda Athias a respeito do processo de caducidade do Consórcio Manchester.
A prefeita lembrou que outras decisões proferidas favoráveis ao Consórcio Manchester já foram derrubadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), e reforçou também o descumprimento da empresa com diversas obrigações para oferecer o serviço. “Nós estamos com um problema concreto que é a falta de condições da empresa Tusmil de cumprir as suas obrigações em Juiz de Fora. No ano passado, a empresa, em média, cometia 1,5 irregularidades por dia. Neste ano, já no início do ano, passou para cinco, depois passou para sete, em abril eram 5,9 irregularidades por dia. Agora, em julho, já são doze. Nós não podemos ficar de braços cruzados diante disso”.
A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio de nota divulgada nessa quarta-feira, 27, informou que irá recorrer da decisão tanto no Tribunal de Justiça de Minas Gerais quanto no Superior Tribunal de Justiça, onde inclusive já obteve vitória em causa similar. “Nós vamos, de fato, recorrer ao Tribunal Superior para que nós continuemos a fazer aquilo que é necessário. Enquanto não resolvermos todas as pendências, a gente não pode encaminhar uma solução mais definitiva. Nós não vamos ficar assim porque nós temos compromisso com a população de Juiz de Fora que merece um serviço coletivo decente e competente”, ressaltou a chefe do executivo municipal.
Procuramos a SMU e a empresa Tusmil para esclarecimentos sobre a situação deplorável que chegou, mas até o momento não obtivemos retorno.