Dois homens receberam penas de 25 anos de prisão cada um após um julgamento relacionado a um homicídio ocorrido em Peçanha. Os réus têm 28 e 31 anos e foram condenados pelo crime registrado em abril de 2024.
A decisão saiu na quarta-feira (5 de agosto), durante sessão do Tribunal do Júri. Na ocasião, o Conselho de Sentença analisou as circunstâncias do assassinato e acolheu a maior parte das qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Crime teve relação com ciúmes
Conforme a denúncia, a vítima e os envolvidos tinham aproximação ligada ao consumo e à atuação no tráfico de drogas na região.
De acordo com a acusação, o homem de 28 anos passou a ter conflitos com a vítima depois que ela iniciou um relacionamento com sua ex-companheira. A denúncia aponta que, motivado por ciúmes, ele decidiu encomendar a morte.
Para colocar o plano em prática, os envolvidos atraíram a vítima até um bar. Depois de consumirem bebidas alcoólicas, o grupo levou o homem para outro ponto, conhecido como “Tanque”.
Ataque aconteceu no “Tanque”
No local, um dos envolvidos utilizou uma lanterna para iluminar a área. Enquanto isso, outros dois homens golpearam a vítima diversas vezes com instrumentos contundentes.
Os ferimentos provocaram a morte do homem. Posteriormente, o caso chegou ao Tribunal do Júri, onde os réus foram julgados.
Jurados reconheceram qualificadoras
Durante a sessão, os jurados consideraram que o crime ocorreu por motivo torpe, além de reconhecerem o uso de meio insidioso e meio cruel.
Para o homem apontado como executor, o Conselho de Sentença também reconheceu uma circunstância que dificultou a defesa da vítima.
Assim, os dois réus receberam 25 anos de prisão. Além disso, ambos deverão iniciar o cumprimento das penas em regime fechado.
O julgamento contou com a atuação do promotor de Justiça Paulo Victor Telles Zavarize, da 1ª Promotoria de Justiça de Peçanha.
Outros dois homens também foram denunciados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por participação no crime. Entretanto, um deles morreu. Já o processo do outro foi separado e ele ainda será julgado.
