Foto: João Gabriel
Juiz de Fora registrou a primeira morte envolvendo um caso com exame reagente para hepatite A em 2026. A paciente, uma mulher de 60 anos, deu entrada no Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus em 28 de abril e morreu na madrugada de 30 de abril.
O Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus confirmou a informação após o Setor de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) receber os resultados laboratoriais. Segundo a unidade, os exames apontaram resultado positivo para a presença do vírus da hepatite A.
Apesar disso, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) informou que o caso continua em investigação. Conforme a nota divulgada pelo município, a análise laboratorial representa apenas uma etapa do processo que define a causa da morte. Além disso, a investigação também considera o quadro clínico da paciente, antecedentes epidemiológicos, fatores de risco e outras informações necessárias.
Juiz de Fora já soma mais de 800 casos
Até o fim de abril, Juiz de Fora confirmou 808 casos de hepatite A. O número representa mais de 70% dos registros da doença em Minas Gerais durante 2026.
Além disso, o total atual supera todos os casos acumulados na cidade entre 2016 e 2025. Conforme os dados apresentados, os registros aparecem em todas as regiões do município. No entanto, a maior concentração ocorre na região Central e na Zona Sul.
Prefeitura aponta queda recente nos registros
Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora informou que mantém o monitoramento dos casos por causa do período de incubação da hepatite A. Ainda segundo o município, os dados mais recentes indicam queda média de 32% nas últimas cinco semanas epidemiológicas, o que aponta tendência de redução.
A Prefeitura também reforçou que Juiz de Fora não vive um cenário de surto. A informação, segundo a nota, segue posicionamento apresentado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) durante entrevista concedida a uma emissora local.
Entenda os sintomas da hepatite A
A hepatite A consiste em uma infecção viral transmitida principalmente pela via fecal-oral. Além disso, a doença também possui relação com condições inadequadas de higiene, saneamento e transmissão sexual.
Os sintomas podem surgir entre 15 e 50 dias após o contato com o vírus. Entre os sinais mais comuns estão pele e olhos amarelados, urina escura, fezes esbranquiçadas, cansaço, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal e febre baixa.
Ao perceber os sintomas, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação e acompanhamento.