Foto: Divulgação / HRJP
Os primeiros dias de vida exigem acompanhamento contínuo. Em Juiz de Fora, o Hospital Regional João Penido (HRJP), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), passou a utilizar novos equipamentos na triagem auditiva neonatal. Com isso, a unidade amplia a capacidade de identificar alterações auditivas em recém-nascidos e agiliza o encaminhamento para acompanhamento.
Além disso, os aparelhos permitem a realização de exames por meio das Emissões Otoacústicas (EOA), que avaliam a cóclea, e do Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (Peate ou Bera), que analisa o percurso do som no sistema auditivo. Dessa forma, os profissionais conseguem avaliar diferentes etapas da audição ainda no início da vida.
Exames permitem identificação precoce de alterações
A triagem auditiva neonatal busca identificar possíveis perdas auditivas nos primeiros dias de vida. Assim, quando há indicação de alteração, o encaminhamento ocorre de forma adequada. Em seguida, o acompanhamento pode incluir o uso de aparelhos auditivos e terapia fonoaudiológica, quando necessário.
Segundo o diretor da unidade, Adelton Andrade Barbosa, a incorporação dos novos aparelhos amplia a oferta do serviço no hospital e permite avanços na triagem auditiva neonatal.
Ainda conforme o hospital, o exame Bera realiza a audiometria de tronco encefálico de forma rápida, precisa e não invasiva. Além disso, o método possibilita a identificação de perdas auditivas mesmo em bebês internados na UTI neonatal. Com isso, a unidade passa a garantir a triagem auditiva universal.
Diagnóstico antecipado influencia no desenvolvimento
De acordo com a fonoaudióloga Daniela Ferreira Pires, o diagnóstico precoce de alterações auditivas impacta diretamente o prognóstico dos pacientes. Isso porque, quando a identificação ocorre nos primeiros meses de vida, as intervenções começam mais cedo.
Dessa maneira, o acompanhamento favorece o desenvolvimento da linguagem, da cognição e da interação social. Além disso, o diagnóstico antecipado pode reduzir a necessidade de tratamentos mais prolongados e complexos.
Os exames já integravam a rotina da unidade. No entanto, com os novos equipamentos, a triagem auditiva neonatal passa a ter mais alcance e agilidade. Assim, mais recém-nascidos podem ser avaliados ainda durante a internação.