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A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de condenação contra sete acusados do chamado “núcleo 4” da trama golpista. Entre eles está um policial federal de Juiz de Fora que também trabalhou na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Detalhes das acusações
Na quarta-feira (3 de setembro), a Procuradoria entregou as alegações finais. O documento pede a condenação dos réus por organização criminosa armada, golpe de Estado e outros crimes graves. Além disso, o órgão apontou abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e destruição de patrimônio tombado.
O texto também destacou que todos agiram em conjunto. Eles espalharam desinformação contra as urnas eletrônicas, ministros do STF e a empresa responsável pela tecnologia. Ao mesmo tempo, incentivaram ataques virtuais contra militares que recusaram o plano golpista. Dessa forma, segundo a PGR, o grupo fortaleceu um ambiente hostil às instituições.
Ainda conforme a acusação, essas ações se conectaram diretamente com os ataques de 8 de janeiro de 2023. Nessa data, as sedes dos Três Poderes em Brasília foram depredadas.
Uso irregular da estrutura da Abin
O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, afirmou que a denúncia se baseia em provas sólidas. Ele citou planos apreendidos, mensagens registradas e destruição de bens públicos.
Segundo Gonet, os acusados utilizaram a estrutura da Abin de maneira ilegal. Dessa forma, produziram e divulgaram conteúdos falsos que ampliaram a desinformação. Assim, a acusação considera que o grupo enfraqueceu a confiança popular nas instituições democráticas e no sistema eleitoral.
Réus citados na denúncia
Além do policial federal de Juiz de Fora, a lista da PGR inclui Ailton Gonçalves Barros, Angelo Martins Denicoli, Carlos César Moretzsohn Rocha, Giancarlo Gomes Rodrigues, Guilherme Marques Almeida e Reginaldo Vieira de Abreu.