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Juiz de Fora contabilizou 1.941 casos de violência doméstica entre janeiro e junho de 2025, conforme dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp). No mesmo período de 2024, foram 2.224 registros, o que representa uma redução de quase 13%. Apesar disso, a delegada Alessandra Azalim, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), alerta que a diminuição nem sempre significa um avanço real.
Segundo ela, além da maior responsabilização dos agressores e do fortalecimento das redes de proteção, a redução pode estar ligada à subnotificação. Ainda assim, o medo, a dependência financeira e a vergonha continuam impedindo muitas vítimas de buscar ajuda.
Importância da prevenção e das campanhas
Por esse motivo, Alessandra ressalta o impacto de ações preventivas, como a campanha Agosto Lilás, que conscientiza sobre a violência doméstica. De acordo com a delegada, o trabalho integrado das forças de segurança com redes de apoio tem interrompido ciclos de agressão e, consequentemente, evitado que conflitos se tornem casos policiais. Assim, a conscientização permite que alguns problemas sejam resolvidos antes que atinjam níveis mais graves.
Sinais de alerta e apoio às vítimas
Para prevenir agravamentos, familiares e amigos devem estar atentos a sinais como isolamento, ansiedade, mudanças bruscas de comportamento e justificativas frequentes para lesões. Nesse sentido, a delegada recomenda oferecer apoio sem julgamentos e orientar sobre os canais de denúncia. Dessa forma, a rede de proteção pode agir rapidamente e reduzir riscos.
Feminicídios e medidas protetivas
Em 2025, Juiz de Fora registrou um feminicídio consumado e duas tentativas. No ano anterior, houve uma morte e três tentativas. Nesse contexto, Alessandra explica que cada caso recebe análise criteriosa e pode, inicialmente, ser registrado como homicídio e, posteriormente, reclassificado como feminicídio.
Além disso, as medidas protetivas funcionam de forma mais eficaz quando acompanhadas por suporte psicológico, social e policial. Portanto, o acompanhamento contínuo é fundamental para garantir a segurança das vítimas.
Onde buscar ajuda em Juiz de Fora
Para ampliar a proteção, a cidade conta com diferentes serviços:
- Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher: 2º andar do Shopping Santa Cruz, Centro. Atendimento de segunda a sexta, das 8h30 às 18h30.
- Casa da Mulher Segura: Avenida Olegário Maciel, 167, Bairro Paineiras. Segunda a sexta, em horário comercial.
- Núcleo de Atendimento da Mulher (OAB/JF): 2º piso do Shopping Santa Cruz.
- Casa da Mulher: Avenida Garibaldi Campinhos, 169, Bairro Vitorino Braga. Segunda a sexta, das 8h às 17h.
- Delegacia de Plantão: Bairro Santa Terezinha, para atendimentos noturnos, fins de semana e feriados.
Canais de denúncia:
- Polícia Militar: 190 (emergência)
- Polícia Civil: 181
- Central de Atendimento à Mulher: 180 — recebe denúncias, encaminha aos órgãos competentes e orienta sobre serviços especializados.