Foto: Instagram / Oruam
A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. A audiência de custódia ocorreu na segunda-feira (4 de agosto) e confirmou a legalidade da detenção. Além disso, a juíza responsável autorizou a transferência do artista para o Presídio Bangu 3, onde ficam presos ligados ao Comando Vermelho.
Essa nova etapa do processo judicial aumentou a tensão sobre o caso, que já vinha chamando atenção pela gravidade das acusações.
Justiça reafirma validade do mandado
Durante a audiência, a juíza Laura Noal Garcia afirmou que o mandado de prisão segue dentro do prazo legal. Ela destacou que nenhuma instância superior revogou a decisão anterior. Portanto, segundo a magistrada, não havia motivos para revogar ou flexibilizar a ordem de prisão no momento.
A transferência para Bangu 3 foi aprovada logo após a análise da situação atual do réu. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, o rapper irá para uma cela coletiva onde estão detidos integrantes do Comando Vermelho.
Confronto com policiais motivou a prisão
No dia 21 de julho, agentes da Polícia Civil foram até a residência de Oruam, localizada no bairro do Joá, Zona Oeste do Rio. Eles pretendiam cumprir um mandado de apreensão contra um adolescente supostamente escondido no local. Porém, o que era para ser uma abordagem simples virou confusão.
Durante a ação, Oruam e amigos jogaram pedras contra os policiais. As pedras pesavam até 4,85 quilos e foram arremessadas de uma altura de 4,5 metros. O grupo conseguiu facilitar a fuga do adolescente, mas o episódio resultou em uma série de acusações graves.
No dia seguinte, o rapper se entregou à polícia, o que levou à sua prisão preventiva.
Justiça aceita denúncia e torna Oruam réu
Poucos dias depois, no dia 30 de julho, o Ministério Público apresentou uma denúncia formal contra o artista. A Justiça acatou a acusação e transformou Oruam em réu. Ele agora responde por tentativa de homicídio qualificado.
Além disso, o processo inclui outras acusações, como associação ao tráfico, tráfico de drogas, resistência à prisão, ameaça, desacato, lesão corporal e dano ao patrimônio público.
Outro ponto que chamou atenção foi a fala de Oruam durante o confronto. Ele teria dito ser filho de Marcinho VP, um dos chefes do Comando Vermelho. Para o MP, a declaração soou como uma tentativa de intimidação aos policiais.
Transferência intensifica suspeitas de ligação com facção
A movimentação do sistema penitenciário causou repercussão imediata. Isso porque o artista vai dividir cela com presos da facção Comando Vermelho. Embora ainda não haja confirmação sobre sua relação com o grupo, o histórico do caso levanta suspeitas.
Por enquanto, a defesa do rapper não comentou a decisão judicial. Novas audiências devem ocorrer nas próximas semanas. O processo, portanto, segue em andamento.