O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (14 de julho de 2025) novas medidas contra a Rússia. Caso Vladimir Putin não aceite um cessar-fogo na Ucrânia em até 50 dias, os EUA vão aplicar tarifas de 100% sobre produtos russos.
A declaração ocorreu durante um encontro com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, na Casa Branca. Trump explicou que os Estados Unidos estão insatisfeitos com a postura russa. Por isso, ele decidiu aumentar a pressão tanto econômica quanto militar.
Aumento das tarifas e envio de armas
Trump afirmou que o comércio pode contribuir para resolver guerras. Com esse argumento, ele justificou a elevação das tarifas. Segundo o presidente, esse tipo de sanção acelera as negociações e impõe limites reais à atuação do inimigo.
Além das tarifas, Trump confirmou o envio de sistemas antimísseis Patriot à Ucrânia. Esses equipamentos bloqueiam ataques aéreos e aumentam a capacidade de defesa de Kiev. O primeiro lote chegará em poucos dias. Ao mesmo tempo, países aliados também vão fornecer baterias de lançamento, o que facilita a operação do sistema.
Com isso, o governo americano retoma oficialmente a ajuda militar a Kiev. Em julho, o Pentágono havia suspendido o envio de munições e armas de precisão. Agora, a nova estratégia visa conter os avanços russos e proteger civis ucranianos.
Reações de Zelensky e da Europa
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, elogiou a iniciativa. Ele disse que o financiamento russo precisa acabar. Além disso, defendeu o rompimento de qualquer vínculo entre Moscou, Irã e Coreia do Norte. Para Zelensky, a guerra jamais deve se tornar algo normal.
Do outro lado, a União Europeia reagiu com moderação. A chefe da diplomacia, Kaja Kallas, considerou positiva a nova postura americana. Ainda assim, ela criticou o prazo de 50 dias. “É tempo demais, principalmente quando civis morrem todos os dias”, afirmou.
Mudança na relação entre EUA e Rússia
Desde janeiro, Trump adotava uma postura mais amigável com Putin. Inclusive, em fevereiro, discutiu publicamente com Zelensky e encerrou uma reunião antes do previsto. Na época, acusou o ucraniano de provocar uma possível Terceira Guerra Mundial.
Entretanto, as falhas de Moscou em aceitar propostas concretas mudaram o cenário. Como resultado, Trump se afastou de Putin e intensificou as críticas. Recentemente, chamou o presidente russo de “inútil” e condenou os ataques a civis.
Agora, os EUA combinam sanções econômicas e reforço militar. Esse novo posicionamento deixa claro que Washington deseja pressionar até que a Rússia recue.