Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, nesta segunda-feira (14 de julho), as audiências sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A fase de instrução seguirá até o dia 23 e reunirá testemunhas de acusação e de defesa. Essa etapa representa um dos momentos mais relevantes do processo.
Entre os réus, está o policial federal Marcelo Araújo Bormevet, de Juiz de Fora. Ele também atuou como diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Conforme a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), ele compõe o núcleo que espalhou desinformação para enfraquecer a democracia.

Acusados organizaram plano com múltiplas frentes
De acordo com a PGR, os réus foram divididos em quatro núcleos. O núcleo 3, por exemplo, elaborou um plano batizado de “Punhal Verde e Amarelo”. Nele, os acusados propuseram o assassinato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e do vice, Geraldo Alckmin. Além disso, planejaram instaurar um regime de exceção no país.
Enquanto isso, o núcleo 4 concentrou esforços na desinformação. Esse grupo, do qual faz parte o policial de Juiz de Fora, promoveu ataques digitais e espalhou fake news sobre as urnas eletrônicas. Dessa forma, os envolvidos tentaram desacreditar o processo eleitoral e preparar o terreno para o golpe.
Audiências contam com nomes de peso
O ministro Alexandre de Moraes conduz essa fase e já convocou figuras centrais da política e das Forças Armadas. Entre os nomes citados, estão o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o general Marco Antônio Freire Gomes e o brigadeiro Carlos Baptista Júnior. Além deles, o tenente-coronel Mauro Cid, que firmou delação premiada, também deverá prestar depoimento.
Ao todo, 31 pessoas respondem ao processo. Todas foram denunciadas por participação no plano golpista. A conclusão dessa fase permitirá que o STF avance rumo ao julgamento final. Embora o processo ainda esteja em curso, os elementos colhidos agora podem influenciar diretamente as sentenças futuras.