Foto: Reprodução / Câmeras de Segurança
Após quase sete anos de espera, o Tribunal do Júri de Juiz de Fora condenou um homem a 34 anos e 7 meses de prisão, em regime fechado. Ele matou a esposa dentro do apartamento onde viviam, no Bairro São Mateus, em maio de 2018. O crime causou revolta e grande comoção em toda a Zona da Mata.
A sentença foi anunciada na quarta-feira (25 de junho), após quase 20 horas de julgamento. Os jurados reconheceram todos os agravantes apresentados: motivo fútil, meio cruel, feminicídio e impossibilidade de defesa da vítima. O fato de o filho mais velho do casal estar presente no momento do crime também influenciou no aumento da pena.
Além do feminicídio, homem cometeu ocultação e fraude
O tribunal também condenou o réu por ocultação de cadáver e por fraude processual. Após o assassinato, ele limpou o local, removeu objetos pessoais da vítima, trocou suas roupas e tentou eliminar provas. A tentativa de manipular a cena do crime não impediu que a investigação reunisse provas contundentes.
A defesa tentou argumentar legítima defesa, bem como alegou se tratar de homicídio culposo. No entanto, os jurados rejeitaram todas as versões e mantiveram o entendimento da acusação.
Crime brutal mobilizou a cidade
O autor do crime matou a esposa por asfixia, após agredi-la com socos. Em seguida, ele enrolou o corpo em um edredom e saiu do apartamento. Para disfarçar a ação, foi até o supermercado e voltou com um carrinho do condomínio. Logo depois, usou esse mesmo carrinho para transportar o corpo até o carro.
O homem seguiu de carro até um terreno no Bairro Aeroporto, próximo ao Parque da Lajinha, e abandonou o corpo em uma mata. Ainda tentou dificultar a investigação ao doar o edredom usado no transporte a uma pessoa em situação de rua.
Corpo foi encontrado 10 dias após o crime
A vítima foi localizada dez dias depois, com marcas de violência no pescoço e queimaduras no rosto, provocadas por um produto químico. Familiares fizeram o reconhecimento no Posto Médico Legal (PML) da Polícia Civil.
O autor confessou o assassinato durante depoimento. Ele recebeu um alvará de soltura temporário em um primeiro momento. Contudo, após recurso, voltou à prisão em agosto de 2018 e permaneceu preso desde então, aguardando o julgamento.
Família desabafa e agradece decisão
Em nota, os familiares da vítima agradeceram a decisão do júri. Eles destacaram que a justiça chegou, mesmo que tardiamente. Segundo o texto, essa condenação traz alívio à família e mostra que o crime não ficou impune.
Atualmente, os filhos do casal estão sob os cuidados dos avós maternos. A defesa do condenado já informou que vai recorrer da decisão.
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