Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (20 de junho) pela condenação de Diego Dias Ventura. Ele apontou o réu como um dos líderes dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF. Até o momento, os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin ainda não votaram. A análise segue até segunda-feira (30 de junho).
Moraes afirma que réu liderou ações e logística
Segundo Moraes, Diego organizou a logística do acampamento instalado em frente ao Quartel-General do Exército. Além disso, participou das invasões na Praça dos Três Poderes.
Durante as investigações, os agentes apreenderam o celular de Diego. O conteúdo revelou áudios e mensagens em que ele articulava ações, orientava participantes e pedia doações em grupos do WhatsApp.
Por conta disso, Moraes concluiu que o réu não agiu de forma isolada. Ao contrário, ele cumpriu papel de liderança e incentivou os ataques.
Dessa forma, o ministro defendeu uma pena de 14 anos de prisão. Além disso, propôs que Diego pague uma indenização de R$ 30 milhões, a ser dividida entre os demais condenados.
Defesa nega envolvimento com os atos
Apesar das acusações, os advogados de Diego negaram o envolvimento com qualquer tipo de violência. Eles alegaram que ele participou de uma manifestação pacífica.
Por isso, pediram a absolvição do réu. A defesa também argumentou que as provas não estabelecem uma ligação direta entre Diego e os atos de vandalismo.
Em 2023, Diego foi preso preventivamente. Porém, a Justiça autorizou que ele respondesse ao processo em liberdade.
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