Foto: João Gabriel
Juiz de Fora apresentou um crescimento de aproximadamente 5% no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM). No entanto, esse avanço não impediu a cidade de cair no ranking estadual e nacional. Em 2023, o município ocupa a 89ª posição em Minas Gerais e a 847ª no Brasil. Em 2013, Juiz de Fora estava na 14ª colocação estadual e 314ª nacional, evidenciando uma queda de 75 e 533 posições, respectivamente.
Marcio Felipe Afonso, especialista em Estudos Econômicos da Firjan, destaca que, embora o índice geral tenha melhorado levemente, o progresso de Juiz de Fora ficou abaixo da média nacional.
Educação se destaca como ponto positivo
Entre os três pilares avaliados pelo IFDM — Educação, Saúde e Emprego e Renda —, apenas a Educação apresentou crescimento significativo. O índice educacional aumentou cerca de 30% na última década, elevando-se de um nível de desenvolvimento baixo para moderado.
Esse avanço resulta da redução do abandono escolar, da diminuição da distorção idade-série e da ampliação do acesso a creches e ao ensino integral no Ensino Médio. Weslem Faria, economista e professor da UFJF, observa que Juiz de Fora sempre teve um setor educacional forte, especialmente no ensino superior. Contudo, ele ressalta que a melhoria recente na rede pública municipal contribuiu significativamente para esse progresso.
Saúde e Emprego e Renda enfrentam desafios
Os indicadores de Saúde e de Emprego e Renda registraram pequenas quedas de 1,32% e 4%, respectivamente. Apesar disso, a Saúde manteve o nível moderado, enquanto Emprego e Renda permaneceu em nível alto.
A redução na cobertura vacinal, especialmente das vacinas pentavalente e poliomielite, impactou negativamente o índice de Saúde. Por outro lado, avanços como a diminuição da gravidez na adolescência e melhorias no acompanhamento pré-natal foram observados.
No setor de Emprego e Renda, a queda está associada à redução do PIB per capita e à menor mobilidade no mercado de trabalho formal. Embora o número absoluto de empregos tenha aumentado de 153,6 mil para 161,2 mil, esse crescimento não acompanhou o ritmo da população em idade ativa, afetando negativamente o nível de emprego relativo.
Minas Gerais apresenta cenário de desenvolvimento moderado
Dos 853 municípios mineiros, apenas 16 alcançaram o nível de desenvolvimento alto, representando 1,88% do total. Cidades como Poços de Caldas, Alfenas e Uberlândia estão entre os destaques. Em contrapartida, quatro municípios enfrentam desenvolvimento crítico: Fronteira dos Vales, Santa Helena de Minas, Bertópolis e São João das Missões. Os demais municípios se dividem entre os níveis moderado e baixo.
O IFDM serve como uma ferramenta valiosa para gestores públicos, permitindo a identificação de áreas que necessitam de atenção e o direcionamento eficaz de políticas públicas. Com base nesses dados, é possível alocar recursos de maneira estratégica, promovendo o desenvolvimento e melhorando a qualidade de vida da população.
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