Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu nesta segunda-feira (26 de maio) um inquérito para investigar o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A investigação apura suspeitas de coação no curso do processo e tentativa de obstrução de investigações.
Pedido partiu da Procuradoria-Geral da República
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou o pedido de abertura de investigação ao Supremo. Assim, a solicitação busca apurar se o parlamentar estimulou o governo dos Estados Unidos a adotar medidas contra Alexandre de Moraes, que também conduz processos relacionados à trama golpista e ao inquérito das fake news.
Além disso, Moraes determinou o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro, pois entendeu que ele se beneficiou diretamente das ações do filho. O ministro também quer ouvir diplomatas brasileiros que, eventualmente, tenham conhecimento das articulações.
Moraes determina depoimentos de Bolsonaro e diplomatas
A Procuradoria-Geral da República anexou ao inquérito a notícia-crime apresentada em março deste ano pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Na ocasião, ele solicitou a apreensão do passaporte de Eduardo Bolsonaro, para impedir sua saída do país. No entanto, tanto Alexandre de Moraes quanto a PGR negaram esse pedido.
Por outro lado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos. Em março, ele tirou licença de 122 dias do mandato e, portanto, se mudou para o exterior. Por essa razão, ele poderá prestar depoimento por escrito. O deputado Lindbergh Farias também prestará depoimento no inquérito, contudo, como testemunha.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos
Na mesma época, Lindbergh acusou Eduardo Bolsonaro de fazer viagens aos Estados Unidos para articular ataques ao ministro Alexandre de Moraes, qualificando essas ações como crime de lesa-pátria.
Na semana passada, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que existe “uma grande possibilidade” de o governo norte-americano aplicar sanções contra Moraes. Assim, as investigações ganharam ainda mais relevância.
Eduardo Bolsonaro nega acusações
Em uma publicação nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro classificou a investigação como “injusta e desesperada”. Além disso, ele declarou: “Só confirma o que sempre dissemos: o Brasil vive um regime de exceção, onde tudo no Judiciário depende de quem seja o cliente”.
Por fim, o inquérito seguirá sob a condução de Alexandre de Moraes, que poderá adotar novas medidas conforme a evolução das investigações.
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