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As armas de gel têm se tornado um dos itens mais desejados neste Natal, especialmente entre os jovens. Embora a venda seja permitida, a Polícia Civil alerta sobre os riscos que esses dispositivos representam.
Se usadas de maneira irresponsável, elas podem causar lesões graves e até gerar reações violentas inesperadas.
O principal risco das armas de gel é sua semelhança com armas de fogo reais. Recentemente, um policial foi fatalmente baleado após confundir uma arma de gel com um fuzil. Em outro caso, milicianos mataram um entregador após encontrarem uma foto dele segurando uma dessas armas em seu celular.
Embora o Inmetro permita a venda de armas de gel, ele esclarece que esses itens não são brinquedos. O uso deve ser restrito a maiores de 14 anos e sempre com supervisão. Entretanto, a acessibilidade e o uso inadequado dessas armas aumentam os riscos, especialmente entre os jovens que não têm a orientação necessária.
Em Juiz de Fora, a Polícia Civil já registrou vários acidentes envolvendo armas de gel. Em um deles, um motoboy se assustou ao ver pessoas com essas armas na rua e sofreu um acidente.
No Bairro Santo Antônio, grupos de jovens realizam “batalhas” com as armas, perturbando a tranquilidade dos moradores.
A Polícia Civil recomenda que as armas de gel sejam usadas exclusivamente em ambientes privados e com supervisão.
O delegado Rodolfo Rolli alerta que pintar as armas de gel de preto ou prata as torna ainda mais parecidas com armas de fogo reais. Isso pode gerar reações indesejadas, inclusive disparos de policiais.
Além disso, o uso dessas armas pode perturbar o sossego público, especialmente em áreas comerciais.