Na manhã desta terça-feira (16/1), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu mais um influenciador digital em Juiz de Fora durante a operação Aracnídeo. O homem, de 27 anos, com aproximadamente 500 mil seguidores nas redes sociais, foi detido por sua participação em atividades ilícitas, incluindo rifas ilegais, falsidade ideológica e crimes contra as relações de consumo.
O investigado já estava sob os radares da PCMG após denúncias anônimas feitas após a operação Provérbios 16:18, que resultou na prisão de outros sete influenciadores digitais na mesma cidade. Ele era acusado de realizar rifas ilegais na modalidade sorteio e práticas fraudulentas contra as relações de consumo.
O influenciador, que ostentava uma vida luxuosa nas redes sociais, também oferecia um suposto “robô” para operações no mercado de opções binárias. O produto, vendido por mil reais, prometia copiar as operações em uma plataforma de negociações de opções binárias. No entanto, segundo o delegado Márcio Rocha, responsável pela operação, o suspeito não possuía qualquer licença para realizar tais operações e a plataforma não estava hospedada no Brasil, mas sim em um paraíso fiscal próximo ao Caribe, onde há várias queixas de inadimplência contra a suposta corretora.
O delegado explicou que “opções binárias são operações baseadas na subida ou descida dos preços por um período de tempo, determinado pelo negociador. Pode ser uma operação em ações internacionais, em pares de moedas, em índices bolsistas, em commodities, entre outros.”
Durante a operação, os policiais apreenderam dois veículos de luxo pertencentes ao influenciador, e denúncias contra ele estão sendo apuradas por pessoas que se sentiram lesadas por cursos oferecidos. Além disso, o homem está sob investigação por lavagem de capitais provenientes de seus crimes e foi encaminhado ao sistema prisional.
Essa ação faz parte dos esforços contínuos da PCMG para combater crimes cibernéticos e fraudes financeiras perpetradas por influenciadores digitais na região. A polícia reforça a importância de denúncias da comunidade para coibir atividades ilegais e proteger os cidadãos contra esquemas fraudulentos.