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Pico da nova onda de Covid em Minas deve chegar em duas semanas, diz secretário

João G. 21 de janeiro de 2022

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A nova onda de contaminações pelo coronavírus, que já foi responsável por quatro recordes em um intervalo de sete dias, deve atingir seu pico nas próximas duas semanas em Minas Gerais. Essa é a previsão do secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, revelada nesta quinta-feira (20), em entrevista ao quadro Estúdio Aberto, do jornal Super N Segunda Edição, da Rádio Super FM.
 
“Estamos vivendo exatamente o que a gente esperava olhando para outros países. Minas Gerais está muito bem vacinada(…), quando comparamos com países muito parecidos com a gente em vacinação, percebemos que esse pico ocorre muito rápido e a tendência é uma queda também muito rápida”, explicou.
 
Segundo Baccheretti, a expectativa é de que o máximo de contaminações ocorra na próxima semana, entre 23 e 30 de janeiro, ou, no máximo, até a semana seguinte, no início de fevereiro.
 
Mesmo com o alto número de casos, o secretário revelou que a secretaria não sente a pressão do número de infecções no sistema de saúde, mesmo com o aumento das ocupações em algumas cidades. “Temos mais de 2.100 leitos disponíveis para a Covid e uma ocupação de 28%. Nos locais onde há índices maiores, como em Belo Horizonte, há muito menos leitos dispiníveis do que havia há um ano”, detalhou.
 
Baccheretti defendeu a vacinação como responsável pelo quadro de tranquilidade e explicou que a secretaria analisa três índices para verificar a situação da pandemia: incidência e positividade, que estão altas, e a ocupação de leitos, que se mantém em um patamar controlado graças à imunização.
 
Os números desta semana apontam que 80% dos internados em UTI com Covid-19 em Minas não se vacinaram ou não completaram a imunização. Nas enfermarias, a ocupação de pacientes que negaram a imunização e não foram receber a segunda e terceira dose é de 85%.
 
Baccheretti usou os números para defender que a população se vacine e disse que qualquer notícia com informações sobre efeitos colaterais graves da vacina “é fake news”.

Fonte: O Tempo

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