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Fim de uma era: Messi se aposenta da seleção argentina após 21 anos

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MIAMI, FLORIDA – AUGUST 05: Lionel Messi #10 of Inter Miami CF lines up prior to the Leagues Cup Phase One match between Inter Miami CF and Atletico San Luis at Nu Stadium on August 05, 2026 in Miami, Florida. (Photo by Megan Briggs/Getty Images)
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A história de Lionel Andrés Messi com a camisa de listras azuis e brancas chegou ao fim. No Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, o que menos importou foi o marcador do amistoso contra o Benin – os sul-americanos venceram por 3 a 0.

A noite de terça-feira (6) valeu mesmo por proporcionar ao torcedor argentino e do resto do mundo uma última oportunidade de ver o camisa 10 desfilar, pela seleção, o talento que fez dele um dos maiores jogadores da história.

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Messi se despediu da Albiceleste (alviceleste, na tradução do espanhol, apelido do time argentino) com 208 jogos, 126 gols e 70 assistências. Foram 21 anos de seleção e quatro títulos: as copas América de 2021 e 2024, a Finalíssima – duelo entre os campeões sul-americano e europeu – e a Copa do Mundo, em 2022. O capitão venceu o Mundial sub-20 de 2005 e o ouro na Olimpíada (cujo torneio é sub-23) de 2008, em Pequim (China).

No ônibus, a caminho do Monumental, Messi já estava em prantos, flagrado pelas câmeras de TV que acompanhavam a viagem. Durante o aquecimento, foi a vez de Lionel Scaloni – técnico com quem o ídolo, enfim, sagrou-se campeão pela Argentina em torneios oficiais – não segurar a emoção. Na execução do hino nacional, os dois deixaram as lágrimas escorrerem pelo rosto novamente.

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Inicialmente marcado para 20h (horário de Brasília), o duelo em Buenos Aires começou com meia hora de atraso. Com a bola rolando, Messi foi justamente quem mais buscou o gol na primeira etapa do lado argentino, parando duas vezes em defesas do goleiro Marcel Dandjinou e mais duas em finalizações para fora.

Sem pressão, a seleção do Benin foi quem esteve mais perto de balançar as redes. A melhor chance foi aos 18 minutos. Após cruzamento do atacante Rodolfo Aloko pela direita, o meia Junior Olaitan se antecipou ao goleiro Dibu Martínez na pequena área e concluiu para fora.

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Se o primeiro tempo deixou uma sensação agridoce pelo 0 a 0 contra um rival 91 posições atrás no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Messi e companhia resolveram o problema na volta do intervalo. Aos dois minutos, o camisa 10 bateu escanteio da esquerda e o zagueiro Nicolás Otamendi – que também se despedia da seleção argentina – mandou para as redes de primeira. Foi a 69ª assistência do astro pela Albiceleste.

Aos dez, foi a vez de Messi ser acionado na direita e encontrar Nico Paz na entrada da área. O meia levou a bola para a perna esquerda e chutou cruzado, sem chances para Dandjinou. Um gol simbólico, iniciado com a 70ª assistência pela seleção do astro maior da festa e finalizado por um jovem de 22 anos, cotado justamente para ser o substituto do craque.

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Veio, então, o clímax da noite. Aos 22 minutos, o zagueiro Taminou Ouorou fez dura falta no lateral Agustín Giay, do Palmeiras, na área. Pênalti claro. E Messi não desperdiçou. O atacante cobrou no ângulo esquerdo da meta do Benin, deslocando Dandjinou. Êxtase no Monumental, fora e dentro de campo.

Messi ainda teve duas grandes chances. Aos 29, ele recebeu cruzamento rasteiro pela esquerda do atacante Nico González e concluiu para fora, na cara do gol. Aos 43, teve o chute de primeira no canto direito defendido pelo goleiro Saturnin Allagbé, que espalmou para a trave.

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Aos 49 minutos do segundo tempo, o apito do árbitro chileno Fernando Véjar deu fim à era Messi na seleção argentina. A última dança do craque – ao menos a serviço de seu país – está completa.

Fonte e créditos

Fonte: Agencia Brasil

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Publicação original: Acessar conteúdo na fonte ↗

Licença/condição: Reprodução permitida com crédito — Agência Brasil

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