Foto: João Gabriel
A Defesa Civil de Juiz de Fora apresentou um laudo técnico que mantém a interdição no Morro do Cristo. O estudo aponta risco geológico muito alto na área.
Além disso, o documento foi elaborado a partir de análises do geólogo Luiz Wallace. Ele avaliou a encosta entre março e abril de 2026.
A Prefeitura informou que vai contratar o anteprojeto das intervenções na próxima segunda-feira (27 de abril). Em paralelo, o anteprojeto da Estrada Gentil Forn já está em contratação nesta sexta-feira (24 de abril).
Estudo identifica instabilidade em diferentes pontos da encosta
Os técnicos realizaram vistorias no local com descidas por corda. Em seguida, eles mapearam blocos rochosos e áreas com movimentação de solo.
Na região das ruas Constantino Paleta e Marechal Deodoro, o estudo encontrou instabilidade entre solo e rocha. Além disso, blocos de grande volume se deslocaram e seguem com risco de movimentação.
Já na área abaixo do Mirante do Cristo, próxima à Halfeld, o laudo identificou grande volume de material acumulado. No entanto, parte desse material ainda pode se mover em caso de novas chuvas.
Região da Carmelo concentra blocos com risco de queda
Na área da Carmelo, os técnicos observaram blocos rochosos de grandes dimensões. Muitos deles estão em áreas inclinadas ou parcialmente soltos.
Por isso, o relatório aponta risco elevado de queda ou rolamento. Esses blocos também podem atingir construções próximas, segundo o estudo.
Laudo aponta cenário crítico após chuvas extremas
O documento destaca que as chuvas de fevereiro de 2026 foram muito acima da média. Consequentemente, ocorreram deslizamentos e movimentações de massa em várias áreas da cidade.
No Morro do Cristo, o solo e a rocha apresentam instabilidade natural. Porém, o volume de chuva agravou ainda mais a situação.
Interdição segue mantida e obras são necessárias
A Defesa Civil classifica o risco como muito alto. Portanto, não autoriza a desinterdição dos imóveis no sopé do Morro do Cristo.
Além disso, o laudo recomenda obras estruturais urgentes para reduzir os riscos. Somente após essas intervenções será possível reavaliar a liberação da área.