Foto: MPMG
Na manhã desta quinta-feira (23 de abril), representantes de diferentes esferas do poder público se reuniram em Juiz de Fora para marcar os dois meses do desastre climático que atingiu a Zona da Mata. O encontro ocorreu na sede do 4º Batalhão de Bombeiros Militar e reuniu integrantes do Gabinete de Crise e Resposta.
Durante a reunião, os participantes discutiram medidas voltadas à recuperação das áreas afetadas. Além disso, eles abordaram ações de apoio às pessoas atingidas. Entre os temas debatidos, estiveram a destinação de recursos, a inclusão das famílias em programas de auxílio e as vistorias em áreas de risco. Ao mesmo tempo, as autoridades também trataram da segurança de imóveis evacuados.
Em seguida, os representantes concederam entrevista coletiva. Participaram os promotores de Justiça Alex Fernandes Santiago, da área de Defesa do Meio Ambiente e da Habitação e Urbanismo, e Danielle Vignoli, da Defesa do Patrimônio Público. Além deles, também estiveram presentes o tenente-coronel Fabrício Araújo, comandante do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, e o coronel Lúcio Ferreira da Silva Neto, da 4ª Região de Polícia Militar.
Ainda participaram os subsecretários municipais Luís Fernando Martins, da Proteção e Defesa Civil, e Renato Preste, de Atividades Urbanas. Também estiveram presentes o tenente Leslie Amaral Menon, da Defesa Civil de Minas Gerais, o coronel André Ricardo Valente, da 4ª Brigada de Infantaria de Montanha do Exército, o delegado Vitor Fiuza, além de representantes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da Superintendência Regional de Ensino.
Segundo a Defesa Civil, as equipes realizaram cerca de oito mil vistorias em apenas dois meses. Esse número, portanto, equivale ao volume normalmente executado ao longo de oito anos. Apesar disso, muitas famílias ainda permanecem desalojadas devido à gravidade dos impactos provocados pelas chuvas.
De acordo com o promotor de Justiça Alex Santiago, a população demonstra insatisfação com a demora nas soluções. No entanto, ele destacou avanços, especialmente em relação ao programa Compra Assistida, do Governo Federal. A iniciativa prevê o repasse de R$ 200 mil para famílias que perderam suas casas, permitindo a aquisição de novos imóveis. Nesse contexto, cabe ao município realizar a triagem e indicar os beneficiários.
Além disso, as autoridades citaram o programa Moradas Gerais, do Governo do Estado. O projeto busca financiar reformas em imóveis danificados que não precisam de demolição. Segundo o promotor, a solução para as famílias depende da combinação dessas ações. Ele também ressaltou a necessidade de aquisição de eletrodomésticos da linha branca.
Ainda conforme Alex Santiago, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) já destinou R$ 1,5 milhão para apoiar a recuperação dos atingidos, principalmente pequenos empreendedores. Paralelamente, há expectativa de doações de eletrodomésticos por parte de uma empresa internacional.
Outros representantes também participaram da reunião, incluindo integrantes do Ministério Público Federal (MPF), da Secretaria Municipal de Assistência Social e de órgãos ligados ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS), além de setores estaduais e federais de proteção e desenvolvimento social.