Foto: DER-MG / Divulgação
O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais e o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo liberaram, na tarde desta quarta-feira (1º), o tráfego na ponte Volta Grande, sobre o Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo.
A liberação ocorreu após a conclusão de intervenções emergenciais voltadas ao reforço estrutural da ponte, localizada entre a AMG-2540 e a SP-413.
Intervenções garantem estabilidade da estrutura
Equipes técnicas identificaram fissuras e comprometimentos em apoios da estrutura durante vistorias. Diante disso, os órgãos executaram obras para estabilizar os pilares e garantir condições seguras de uso.
Com isso, a ponte passou a receber novamente veículos leves e pesados. Segundo o governo de Minas Gerais, as medidas adotadas eliminam riscos imediatos para quem utiliza a travessia.
Ligação é estratégica para a região
A ponte Volta Grande possui 540 metros de extensão e entrou em operação em 1974. Além disso, a estrutura funciona como ligação importante entre Minas Gerais e o interior de São Paulo, especialmente para o acesso a municípios como Barretos.
Dessa forma, a retomada do tráfego restabelece o deslocamento de pessoas e o escoamento da produção regional, que dependem diretamente da travessia.
Obras têm caráter provisório
Apesar da liberação, os órgãos responsáveis informam que as intervenções possuem caráter paliativo. Ou seja, as ações garantem segurança no curto prazo, enquanto os estados avançam na definição de uma solução permanente.
Paralelamente, o DER-MG mantém tratativas com o DER-SP para formalizar um termo de parceria. Esse acordo prevê a manutenção integral da ponte e a execução de obras definitivas.
Reforço incluiu anéis metálicos e tratamento de fissuras
As equipes executaram o reforço estrutural em quatro pilares da ponte. Para isso, instalaram 56 anéis metálicos, que aumentam a resistência do concreto e a capacidade de suporte.
Além disso, os técnicos aplicaram travamentos com barras protendidas, o que amplia a rigidez da estrutura. Em seguida, eles trataram as fissuras com injeção de resina, técnica que recompõe o concreto e impede infiltrações.
Com essas medidas, os órgãos responsáveis buscam preservar a estrutura e manter níveis adequados de segurança até a realização das intervenções definitivas.