Foto: Divulgação / Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu um homem e uma mulher suspeitos de participação em um esquema de fraude eletrônica na compra de equipamentos odontológicos em Juiz de Fora. A operação “Sorriso Falso” ocorreu nesta quarta-feira (1º de abril).
Segundo a corporação, os investigados utilizavam cartões de crédito de diferentes titulares para realizar compras por meio de links de pagamento. Em seguida, eles direcionavam parte dos produtos para revenda no mercado clandestino.
Prisões ocorreram durante entrega de mercadorias
Os policiais acompanharam a rota de entrega das mercadorias e, assim, identificaram os envolvidos. Durante a ação, a equipe abordou a mulher no momento em que ela recebia os produtos. Logo depois, os agentes efetuaram a prisão em flagrante por receptação.
Na sequência, os investigadores localizaram o homem apontado como principal articulador do esquema. De acordo com a Polícia Civil, ele obtinha dados bancários em ambientes virtuais clandestinos e, além disso, organizava as compras fraudulentas.
Durante a abordagem, o suspeito tentou apagar provas digitais armazenadas em celulares. Ainda assim, os policiais apreenderam os aparelhos para análise.
Equipamentos foram recuperados
Os agentes recuperaram diversos equipamentos odontológicos de alto valor durante a operação. Além disso, muitos itens ainda estavam lacrados nas embalagens originais.
Com a ação, a Polícia Civil evitou um prejuízo inicial superior a R$ 29 mil. No entanto, esse valor pode aumentar, caso novas vítimas sejam identificadas ao longo das investigações.
Investigação começou após alerta
As investigações começaram depois que um empresário do setor odontológico identificou movimentações atípicas em seu sistema de vendas. Segundo a apuração, ocorreram diversas tentativas de pagamento por links, sempre com cartões em nomes diferentes.
Diante disso, ele acionou a polícia. A partir desse rastro digital, os investigadores mapearam o trajeto das mercadorias e, posteriormente, chegaram aos suspeitos.
Crimes investigados e continuidade das apurações
A Polícia Civil autuou os dois suspeitos por furto mediante fraude, estelionato eletrônico, receptação e associação criminosa. Até o momento, a corporação não divulgou nomes, idades ou os locais das abordagens.
As investigações continuam. Além disso, a equipe trabalha para identificar outros integrantes do grupo e possíveis ramificações em outras cidades de Minas Gerais.