Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quarta-feira (25 de março), da cerimônia de batismo do primeiro caça F-39E Gripen produzido no Brasil. O evento ocorreu no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo.
A aeronave supersônica resulta de uma parceria entre a Embraer e a Saab. Segundo o governo federal, a produção no país coloca o Brasil entre um grupo restrito de nações com capacidade de desenvolver e fabricar caças de alta complexidade, algo inédito na América Latina.
Projeto reforça indústria e soberania
De acordo com a Força Aérea Brasileira, o programa Gripen fortalece a soberania aérea e reduz a dependência de fornecedores estrangeiros.
Além disso, o projeto impulsiona a Base Industrial de Defesa, já que inclui transferência de tecnologia e qualificação de profissionais brasileiros. Como resultado, o programa já gerou mais de 2 mil empregos diretos e cerca de 10 mil indiretos.
Evento apresentou novas tecnologias
Durante a visita, o presidente também conheceu o protótipo de carro voador elétrico eVTOL, desenvolvido pela Eve Air Mobility.
O modelo possui capacidade de decolagem e pouso vertical, além de operar com energia 100% elétrica.
Autoridades destacam investimento em inovação
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo federal disponibilizou R$ 108 bilhões, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, para projetos voltados à inovação.
Segundo ele, o domínio tecnológico é essencial para o desenvolvimento do país. Além disso, Alckmin destacou o papel da indústria de defesa no avanço industrial e na garantia da soberania.
Já o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, ressaltou que a produção nacional do caça permite acesso a tecnologias de ponta e fortalece a indústria brasileira.
Aeronáutica aponta marco histórico
Para o comandante da Aeronáutica, Marcelo Kanitz Damasceno, a entrega do caça representa um novo capítulo da aviação nacional.
Segundo ele, o projeto consolida a transição do planejamento para a execução. Além disso, das 36 aeronaves adquiridas, 15 serão produzidas no Brasil, o que deve ampliar a cadeia produtiva do setor.
O comandante também afirmou que o país possui capacidade para expandir a produção, com base em uma estrutura industrial consolidada e mão de obra qualificada.