Foto: Divulgação / Prefeitura
Uma comitiva do Governo Federal do Brasil visitou, nesta segunda-feira (09 de março), áreas afetadas pela tragédia recente em Juiz de Fora. Participaram da agenda o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros.
Durante a visita, a comitiva percorreu locais atingidos, como o Morro do Cristo e a Avenida Engenheiro Gentil Forn. Em seguida, os representantes participaram de uma coletiva de imprensa na sede da Prefeitura de Juiz de Fora. Depois disso, o grupo seguiu para Ubá.
Avaliação dos danos e investimentos
Durante a coletiva, o ministro Rui Costa afirmou que o governo federal pretende atuar em diferentes frentes para apoiar a recuperação da cidade. Segundo ele, o governo organizará as ações em duas etapas.
Primeiramente, equipes devem executar medidas imediatas voltadas ao reparo de danos. Essas ações têm prazo estimado de até seis meses. Além disso, o governo pretende desenvolver intervenções estruturantes, que exigem projetos mais complexos e investimentos maiores. Nesse caso, as propostas devem integrar o Programa de Aceleração do Crescimento.
O ministro também informou que especialistas iniciarão avaliações detalhadas nas áreas atingidas. Assim, as equipes técnicas poderão dimensionar as intervenções necessárias.
Enquanto isso, a Defesa Civil municipal já apresentou solicitações de recursos ao governo federal. Segundo a administração municipal, o município pediu cerca de R$ 52 milhões para executar ações emergenciais após a tragédia.
Auxílio emergencial para famílias
Além das ações de recuperação, o governo federal anunciou auxílio emergencial de R$ 7.300 para famílias atingidas. O anúncio ocorreu na última sexta-feira (06 de março).
De acordo com o governo, o valor não entrará no cálculo de renda para acesso a programas sociais. Portanto, o recebimento do auxílio não interfere em iniciativas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada e o Cadastro Único para Programas Sociais.
Durante a coletiva, o ministro Waldez Góes destacou que o apoio federal inclui diferentes áreas. Entre elas estão saúde, assistência social e habitação.
Linha de crédito para recuperação econômica
Além do auxílio às famílias, o governo federal criou uma linha de crédito de até R$ 500 milhões para apoiar a recuperação econômica das cidades atingidas na região.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a medida provisória que instituiu o programa na última sexta-feira (6). Em seguida, o governo definiu que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal irão operacionalizar os financiamentos.
Agora, o Conselho Monetário Nacional definirá as condições de financiamento, como taxas de juros e prazos. Depois disso, empresas interessadas poderão contratar os recursos em até 120 dias após a publicação da medida provisória.
Compra assistida para famílias vulneráveis
Além dessas iniciativas, o governo federal também anunciou a modalidade de compra assistida para famílias em situação de vulnerabilidade.
Nesse modelo, o programa habitacional permite a aquisição de imóveis prontos para moradia com subsídio integral do governo federal. O limite de valor para cada imóvel é de até R$ 200 mil.
A Caixa Econômica Federal conduz a operação do programa. Além disso, o banco atua na intermediação para que proprietários de imóveis disponíveis para ocupação imediata possam ofertá-los ao programa. Dessa forma, o processo de transferência de propriedade aos beneficiários ocorre com apoio da instituição financeira.