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Juiz de Fora vive o fevereiro mais chuvoso de sua história. Até as 10h desta segunda-feira (23 de fevereiro), o município acumulou 460,4 milímetros de chuva. O volume supera o recorde anterior, registrado em fevereiro de 1988, quando o total chegou a 456 milímetros.
O acumulado representa 270% do volume esperado para o mês. Ou seja, choveu 1,7 vez acima da média histórica. Segundo a Defesa Civil, a previsão para fevereiro era de 170,3 milímetros.
Além disso, o número de atendimentos também atingiu um patamar inédito. Ao todo, o órgão contabilizou 432 ocorrências neste mês. O total supera os 352 registros feitos em fevereiro de 1988, até então o mais crítico.
Chuva intensa em curto intervalo agravou cenário
Somente neste domingo, 22, a região do campus da Universidade Federal de Juiz de Fora registrou 70 milímetros de chuva em apenas uma hora. Esse volume equivale a quase 42% da média prevista para todo o mês.
O episódio se soma a outro temporal de magnitude semelhante, ocorrido na quinta-feira anterior. Além disso, as precipitações intensas no início de fevereiro já haviam elevado o acumulado mensal para 170% acima do esperado, mesmo antes da chuva de domingo.
Alagamentos atingem bairros e residências
A forte concentração de chuva em curto intervalo, principalmente na região da Cidade Alta, provocou alagamentos e inundações em diferentes pontos da cidade. Os bairros Democrata e Mariano Procópio ficaram entre os mais afetados.
Na Rua Feliciano Pena, o nível da água alcançou cerca de um metro na área externa. Como consequência, a enxurrada invadiu residências e causou prejuízos aos moradores.
Em um intervalo de apenas duas horas, os acumulados registrados foram expressivos em várias regiões. A Cidade Universitária registrou 81 milímetros. O bairro Ipiranga somou 70,2 milímetros. Já o Centro teve 49,2 milímetros. No Milho Branco, o acumulado chegou a 43,3 milímetros. Por fim, o Monte Castelo registrou 41,8 milímetros.
A Defesa Civil segue monitorando as condições climáticas e reforça a orientação para que a população evite áreas de risco e acione o órgão em situações de emergência.