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A Câmara Municipal de Juiz de Fora analisa um projeto que cria o “Memorial da Liberdade” no ponto onde o ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu um atentado a faca em 2018.
A proposta é da vereadora Roberta Lopes. O texto prevê a instalação de um busto de bronze no cruzamento das ruas Halfeld e Batista de Oliveira, no Calçadão central. Além disso, o projeto inclui uma placa com informações sobre o episódio.
Segundo a matéria, o pedestal terá 2,20 metros de altura. A base deve utilizar granito maciço e concreto armado. Já o busto, com cerca de 80 centímetros, será produzido em bronze fundido. O texto também prevê sistema antirremoção, piso intertravado ao redor da base e iluminação em LED.
Justificativa cita memória histórica e intolerância política
Na justificativa, a vereadora afirma que o memorial busca preservar a memória do atentado. Além disso, ela destaca a relevância histórica do episódio para o país.
“A sua finalidade é a de preservar a memória do atentado, reconhecendo a relevância histórica do episódio para o país, registrando simbolicamente os valores associados ao evento, especialmente a defesa da vida, da liberdade, da democracia, de Deus, da família e da Pátria”, declarou.
Em seguida, Roberta Lopes afirma que o monumento também pretende estimular reflexões sobre a intolerância política. Para isso, ela menciona casos internacionais envolvendo o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e outros episódios de violência contra lideranças políticas.
Projeto não pode gerar despesa direta ao Executivo
No entanto, a proposta enfrenta um desafio financeiro. Como a Constituição impede que o Legislativo crie despesas ao Executivo, o projeto não prevê uso direto de recursos da Prefeitura.
Por isso, a vereadora pretende buscar doações de apoiadores. Além disso, ela cita a possibilidade de captar recursos por meio de emendas parlamentares, convênios ou fundos municipais.
Agora, o texto segue em tramitação nas comissões da Câmara. Depois disso, os vereadores poderão votar a proposta em plenário.