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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em ação integrada com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), prendeu dois suspeitos de tráfico de drogas no município de Miraí, na Zona da Mata. A ocorrência aconteceu no último sábado (31 de janeiro), durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão dentro da operação Lastro Oculto.
Um homem, de 34 anos, e uma mulher, de 31 anos, receberam voz de prisão em flagrante. Segundo as informações, ambos atuavam de forma associada para a comercialização de entorpecentes.
Além disso, as equipes localizaram diversos materiais ligados à atividade criminosa, o que reforçou as suspeitas investigadas.
Drogas, dinheiro e materiais foram apreendidos
Durante a ação, os policiais apreenderam drogas, anotações relacionadas à venda de entorpecentes e quatro balanças de precisão. Além disso, encontraram cerca de 1,5 mil unidades plásticas usadas para embalar drogas.
Ao mesmo tempo, as equipes recolheram aproximadamente R$ 3,2 mil em dinheiro.
Também foram localizados vários cartões bancários em nome de terceiros, assim como comprovantes de depósitos. De acordo com a PCMG, esses elementos indicam o uso de contas de outras pessoas para receber valores provenientes do tráfico.
Investigação revelou esquema financeiro
A operação representou um desdobramento de investigação conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) contra um dos suspeitos.
Conforme apurado, o esquema envolvia uma estrutura organizada voltada à ocultação e à dissimulação de valores ilícitos gerados com a venda de drogas.
Ainda segundo a investigação, a movimentação bancária atípica identificada chegou a cerca de R$ 400 mil em um período de um ano.
Diante disso, a Justiça determinou o sequestro de valores e bens, além do bloqueio judicial de contas bancárias ligadas ao esquema.
O delegado responsável pelo caso, Vitor Machado, destacou que a operação busca enfraquecer a logística financeira usada pelo grupo criminoso.
Além disso, ele ressaltou que pessoas que cederam suas contas bancárias para os investigados poderão responder, em tese, pelo crime de lavagem de dinheiro.
Ainda segundo o delegado, a integração e o compartilhamento de informações entre as forças de segurança foram fundamentais para o cumprimento das ordens judiciais.
Suspeitos seguem à disposição da Justiça
Após a autuação em flagrante, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) representou pela prisão preventiva dos investigados.
Em seguida, os dois suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.
Enquanto isso, as apurações continuam em andamento.
Agora, a polícia trabalha para identificar toda a cadeia de movimentação financeira, por meio do afastamento do sigilo bancário das contas já identificadas.