Foto: João Gabriel
Os contribuintes de Juiz de Fora já podem consultar os valores atualizados do IPTU 2026 após a Prefeitura revogar o Decreto nº 17.618/2025. A norma previa aumento no valor do metro quadrado de imóveis em 17 áreas da cidade. No entanto, o Executivo cancelou o decreto na última semana, após decisão judicial que barrou a cobrança.
Segundo a Prefeitura, a equipe técnica recalculou os valores do imposto e iniciou a liberação gradual dos boletos no Prefeitura Ágil, canal oficial de consulta e pagamento. Por isso, enquanto alguns imóveis já apresentam os novos valores, outros devem ter atualização nos próximos dias.
Quais áreas entrariam no reajuste
O decreto atingia apenas áreas isótimas específicas, e não bairros inteiros. Essas áreas ficam nos bairros Cruzeiro de Santo Antônio, Parque Jardim da Serra, Salvaterra, Aeroporto, Novo Horizonte, Bom Pastor, Boavista, São Pedro, Serro Azul, Democrata, Santa Catarina e Recanto dos Lagos.
Além disso, áreas isótimas representam regiões que compartilham o mesmo valor de referência do metro quadrado. A Prefeitura utiliza esse critério para calcular tributos como IPTU e ITBI.
Áreas citadas no decreto revogado
O decreto previa novos valores do metro quadrado em áreas localizadas, principalmente nas regiões Oeste, Centro, Sul e Nordeste da cidade. No entanto, com a revogação da norma, esses valores deixam de valer para o IPTU 2026.
A Prefeitura informou que mantém os dados apenas como registro administrativo, já que o reajuste não entrou em vigor.
Como consultar o IPTU 2026 recalculado
Para verificar os valores atualizados, o contribuinte deve acessar o Prefeitura Ágil. Caso encontre qualquer divergência, pode registrar uma solicitação diretamente na plataforma.
Além disso, quem pagou o imposto à vista com base nos valores anteriores pode solicitar a restituição da diferença pelo mesmo canal. Enquanto isso, o atendimento presencial segue disponível em uma unidade do Diga, para esclarecimento de dúvidas.
Entenda o impasse
O reajuste do IPTU chegou à Justiça após ação da vereadora Roberta Lopes (PL). A parlamentar questionou o aumento por superar a inflação acumulada de 5,17%, medida pelo IPCA.
Na terça-feira (13 de janeiro), a Justiça concedeu liminar que impediu a cobrança. Em seguida, a Prefeitura informou que entrou com recurso. No entanto, dois dias depois, anunciou oficialmente a revogação do decreto, encerrando o impasse.