Foto: Alexandre Dornelas / UFJF
Janeiro marca o mês de conscientização sobre a hanseníase. Apesar de ainda cercada por preconceitos, a doença tem cura e conta com tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde no Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora.
O HU-UFJF, administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, oferece acompanhamento especializado e fornece toda a medicação necessária aos pacientes atendidos pela rede pública.
Redução de casos em Minas
Segundo dados do Ministério da Saúde, Minas Gerais registrou 820 novos casos de hanseníase até outubro de 2025. No mesmo período de 2024, o estado havia contabilizado 979 casos, o que representa uma redução de 16%.
Apesar da queda, especialistas alertam que a doença ainda exige atenção. Por isso, ações de vigilância e conscientização seguem essenciais para evitar novos casos.
Importância da informação
A atuação de centros especializados vai além do tratamento. O trabalho também envolve educação em saúde e combate ao estigma social, que ainda afasta pacientes do diagnóstico precoce.
De acordo com a dermatologista Annair Freitas do Valle, responsável pelo Ambulatório de Hanseníase do HU-UFJF, profissionais bem treinados ajudam a reduzir o preconceito. Segundo ela, a segurança transmitida no atendimento melhora a adesão ao tratamento e fortalece a confiança dos pacientes.
Campanhas e vigilância
Além da capacitação profissional, campanhas como o Janeiro Roxo ampliam a conscientização da população. A busca ativa de casos e a detecção precoce permitem iniciar o tratamento mais rapidamente e reduzir a transmissão da doença.
A especialista explica que, já nas primeiras doses da poliquimioterapia, o paciente deixa de transmitir a hanseníase. Dessa forma, ele pode manter a rotina normal, sem necessidade de isolamento ou afastamento do trabalho ou da escola.