Foto: IStock
Um preso de 38 anos morreu dentro da Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé, na Zona da Mata mineira, na tarde de segunda-feira (12 de janeiro). Além disso, o corpo apresentava mutilações, já que mãos e pés estavam decepados no momento em que servidores localizaram a vítima dentro de uma cela da unidade.
Logo após o registro da ocorrência, equipes acionaram a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), que iniciou os primeiros levantamentos no local. Em seguida, os militares identificaram um segundo detento, de 41 anos, como principal suspeito do homicídio ocorrido no interior do presídio.
Suspeito confessa homicídio dentro da unidade
Durante o depoimento à polícia, o detento suspeito confessou a autoria do crime. Segundo o relato, ele utilizou um lençol para enforcar a vítima. Além disso, afirmou que a motivação estaria relacionada a um caso de homofobia dentro da unidade prisional.
No entanto, apesar da confissão, a Polícia Civil de Minas Gerais segue com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio. O delegado responsável pelo caso, Tayrone Espíndola, explicou que os investigadores ainda analisam a motivação real do crime.
Polícia investiga outras possíveis motivações
De acordo com o delegado, a violência extrema registrada na ação levanta outras hipóteses além da versão apresentada pelo suspeito. Por isso, a polícia também avalia a possibilidade de o crime ter ligação com disputas entre facções criminosas rivais.
Segundo a autoridade policial, esse tipo de homicídio costuma ocorrer como forma de intimidação dentro do sistema prisional. Dessa forma, os investigadores trabalham para confirmar se a agressividade do crime tem relação direta com conflitos internos entre grupos rivais que atuam dentro da unidade.
Sejusp confirma ocorrência e abertura de procedimento interno
Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) informou que adotou todas as providências cabíveis após a morte do preso. Ainda segundo o órgão, servidores encontraram o detento sem vida após uma briga com outro custodiado.
A secretaria também informou que o preso estava no sistema prisional desde 2008. Além disso, ele havia dado entrada especificamente no presídio de Muriaé em março de 2025.
Histórico criminal e apuração administrativa
Conforme consulta ao sistema do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o detento possuía processos em andamento pelos crimes de homicídio e furto. Enquanto isso, a direção da penitenciária instaurou um procedimento administrativo interno para apurar, de forma detalhada, todas as circunstâncias do ocorrido.
As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil, que busca esclarecer completamente os fatos e definir a motivação do crime ocorrido dentro da unidade prisional.