Foto: Divulgação / Polícia Militar
Uma quadrilha vinda do Rio de Janeiro foi presa em Juiz de Fora após aplicar uma série de golpes contra idosos. A Polícia Militar prendeu três mulheres, de 25, 45 e 51 anos, e um homem, de 58, nesta sexta-feira (9 de janeiro). As prisões ocorreram após denúncias de vítimas abordadas no Centro da cidade e também no Bairro Benfica.
De acordo com a Polícia Militar, o grupo já atuava em Juiz de Fora desde o fim do ano passado. Além disso, os criminosos utilizavam um esquema organizado para enganar pessoas logo após a saída de agências bancárias. Dessa forma, eles se aproveitavam da vulnerabilidade das vítimas para ganhar confiança e executar o golpe.
Golpe começava com conversa informal na saída de bancos
Inicialmente, um dos integrantes abordava a vítima de forma amigável. Em seguida, iniciava uma conversa casual para estabelecer contato. Logo depois, esse criminoso dizia ter encontrado uma carteira com dinheiro e perguntava onde ficava uma agência dos Correios, alegando que pretendia devolver o objeto ao dono.
Enquanto isso, outro integrante se aproximava e simulava desespero. Ele afirmava ter perdido uma carteira e perguntava se alguém havia encontrado o item. Na sequência, a carteira “aparecia”, reforçando a história falsa e aumentando a credibilidade do grupo.
Promessa de recompensa fortalecia a confiança da vítima
Após criar a falsa situação, os golpistas prometiam uma recompensa à vítima pela ajuda. Com isso, a pessoa acreditava ter participado de uma boa ação. Logo depois, os criminosos convenciam a vítima a ir buscar um suposto prêmio.
Nesse momento, a vítima deixava bolsas, dinheiro e outros pertences sob a responsabilidade do grupo. Aproveitando-se da situação, os criminosos fugiam rapidamente com os objetos.
Prejuízo pode chegar a R$ 100 mil
Segundo a Polícia Militar, o prejuízo estimado chega a R$ 100 mil. Além disso, pelo menos 16 ocorrências foram registradas em apenas um mês. Durante a prisão, os policiais recuperaram 13 celulares, um relógio, nove bolsas, R$ 12.889,30 em dinheiro, 12 cartões bancários e uma máquina de cartão.
Por fim, a Polícia Civil investigará o caso por meio da 7ª Delegacia de Polícia Civil.