Foto: Davi Dias
A tarifa do transporte coletivo urbano em Juiz de Fora continua sem reajuste para os usuários. Desde 2019, o valor da passagem permanece fixado em R$ 3,75. Assim, o município completa o sétimo ano consecutivo sem aumento no preço pago por quem utiliza o ônibus diariamente.
Enquanto isso, para garantir o funcionamento do sistema, a Prefeitura ampliou, de forma progressiva, o valor destinado ao subsídio do transporte coletivo. Dessa maneira, o poder público assumiu parte significativa dos custos ao longo dos últimos anos.
Crescimento gradual dos repasses ao transporte coletivo
De acordo com dados dos Atos de Governo, os gastos com subsídio apresentaram crescimento contínuo. Em 2021, o município destinou cerca de R$ 14 milhões ao transporte coletivo. No ano seguinte, em 2022, esse valor mais que dobrou e chegou a aproximadamente R$ 30 milhões.
Na sequência, em 2023, os repasses aumentaram novamente e alcançaram cerca de R$ 43 milhões. Além disso, em 2024, ocorreu um salto expressivo nos investimentos, quando o subsídio atingiu o montante de R$ 150 milhões. Já em 2025, os repasses permaneceram elevados, somando em torno de R$ 128 milhões.
Portanto, mesmo sem alteração na tarifa cobrada ao usuário, os custos do sistema continuaram a crescer, o que exigiu maior participação financeira do município.
Política adotada difere de outras grandes cidades
O subsídio ao transporte coletivo não representa uma prática exclusiva de Juiz de Fora. Pelo contrário, grandes cidades brasileiras também adotam esse modelo para manter o funcionamento do sistema. No entanto, há uma diferença relevante.
Em outros centros urbanos, apesar da existência de subsídios, as tarifas costumam passar por reajustes periódicos. Em Juiz de Fora, por outro lado, o valor da passagem permaneceu congelado desde 2019, sem repasse direto desses aumentos ao usuário.