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Os Estados Unidos realizaram uma ofensiva militar contra a Venezuela durante a madrugada, o que provocou explosões em Caracas e em outras regiões do país. Desde as primeiras horas do dia, imagens divulgadas nas redes sociais mostraram aeronaves em voo baixo e grandes colunas de fumaça preta em diferentes pontos da capital venezuelana. Diante do cenário, o governo local classificou a ação como uma agressão militar e, em seguida, declarou estado de emergência.
De acordo com testemunhas e registros audiovisuais, as explosões começaram por volta das 2h, no horário local, o que aumentou a tensão entre os moradores. Além disso, pessoas que vivem na região sul de Caracas relataram queda de energia elétrica nas proximidades de uma base militar considerada estratégica.
Trump anuncia captura de Maduro após ofensiva
Enquanto a situação se agravava na Venezuela, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados após a operação militar. A declaração ocorreu por meio das redes sociais e gerou forte repercussão internacional. Segundo Trump, a ação ocorreu em larga escala e envolveu ataques por vias aérea e terrestre.
Ainda conforme a manifestação do presidente norte-americano, Maduro e sua esposa teriam sido retirados do país após o encerramento da operação. Trump também informou que forças policiais dos Estados Unidos participaram diretamente da ofensiva e anunciou a realização de uma coletiva de imprensa, prevista para ocorrer às 11h, em Mar-a-Lago.
Apesar das declarações, o governo dos Estados Unidos não confirmou oficialmente a autoria dos ataques até o momento. No entanto, informações divulgadas pela emissora CBS News indicaram que fontes com conhecimento direto do assunto atribuíram a ordem do bombardeio ao próprio Trump.
Ataques atingem outros estados e ampliam crise
Além da capital, os ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo comunicado do governo venezuelano, essas ações ampliaram a gravidade da crise e levaram à mobilização das forças de defesa em todo o território nacional. Como consequência, o estado de emergência passou a valer em todo o país.
Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram sua presença militar no Caribe. Em agosto, uma flotilha militar chegou à região. Desde então, quase 30 embarcações foram bombardeadas, com um balanço superior a cem mortes. Caracas afirma que essas manobras buscam derrubar o atual regime venezuelano.
Na terça-feira (30), Washington realizou novos ataques contra três embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais. Segundo o Comando Sul, responsável pelas operações que se estendem do Caribe ao sul da Argentina, as embarcações viajavam em comboio.
Reações internacionais aumentam a tensão regional
Antes da ofensiva mais recente, Trump já havia alertado, em novembro, que autorizaria ataques terrestres na Venezuela. Além disso, o presidente norte-americano liberou operações da CIA no país sul-americano, o que elevou o nível de tensão diplomática na região.
Diante do cenário, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou um comunicado no X (ex-Twitter). No texto, ele afirmou que seu governo acompanha a situação com profunda preocupação, principalmente diante dos relatos de explosões e atividades aéreas incomuns no país vizinho.