Foto: Reprodução / Redes sociais
A chuva intenssa que atingiu Juiz de Fora na noite desta segunda-feira (15 de dezembro) não foi um evento isolado. Pelo contrário, ela resultou da formação de um novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS)um dos princípios sistemas meteorológicos responsáveis por períodos prolongados de instalação em Minas Gerais.
Segundo a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, a semana já veio com tempo instavel em todo o estado. Desde a madrugada de segunda-feira, tempestades isoladas avançaram por diversas regiões. No entanto, a partir da tarde, esse cenário se intensificou e alcançou a Zona da Mata, onde Juiz de Fora está localizada.
A ZCAS atua como um corretor de umaidade que transporta grandes volumes de vapor d’água da Amazônia em direção ao Sudeste. Com isso, as nuvens carregadas se mantêm sobre a mesma região por horas. Como resultado, a chuva cai de forma contínua e intensa, elevando rapidamente os acumulados.
Além do alto volume de chuva, a instalação veio acompanhada de rajadas de vento que podem chegar a 70 km/hevento da nebulosidade e possibilidade de tempestades severas. Esse conjunto de fatores explica por que, em pouco tempo, ruas ficaram aladas, bairros foram tomados pela água e passageiros chegaram a subir no teto de ônibus para se proteger.
A Defesa Civil alerta que o riso não se limita aos alagamentos. Ao considerar os volumes já registrados e o que ainda está previsto, cresce também a possibilidade de enxurradas e deslizamentos de terra, principalmente em áreas vulneraveis.
A previsão indica que a instalação deve continuar nos próximos dias. Entre terra (16 de dezembro) e quarta-feira (17 de dezembro), os acumulados podem superar os 40 mm, chegando a até 60 mm em pontos da Zona da Mata, mantendo o cenário de atenção máxima em Juiz de Fora e região.
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