Foto: Divulgação / PCMG
Na manhã de quarta-feira (10 de dezembro), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deu início à operação “Chamado Final” em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Durante a ação, 11 suspeitos de homicídios foram presos. Além disso, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, focando no combate ao crime organizado na região.

Investigação revela crimes de facções criminosas
As investigações se concentraram em dois homicídios ligados a facções criminosas. O primeiro caso ocorreu em janeiro deste ano. Dois irmãos, que trafegavam de motocicleta perto de uma churrascaria, foram emboscados por uma facção criminosa rival. Um dos irmãos, de 32 anos, morreu no local. O outro conseguiu escapar ileso.
O segundo caso envolveu a morte de um jovem de 23 anos, em julho. Ele se envolveu em uma briga em um bar no bairro Bonfim, conhecido por seus vínculos com facções criminosas. Após o conflito, a vítima recebeu uma chamada de vídeo. Ele foi atraído para um local onde foi brutalmente espancado. A vítima foi deixada em sua casa e disseram à família que ele havia sofrido um acidente de moto. Ele foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. As investigações confirmaram que a vítima foi torturada até a morte por desobedecer as regras da facção.
Prisões e apreensões durante a operação
Durante a operação, a polícia prendeu dois suspeitos em flagrante por tráfico de drogas. Eles foram encontrados com cocaína, maconha, crack, uma balança de precisão e câmeras de segurança.
Detalhes sobre a operação e apoio das equipes especiais
A delegada responsável pela operação explicou que o nome “Chamado Final” foi escolhido devido ao uso de videochamadas para atrair as vítimas aos locais de agressão. A operação contou com a participação de 80 policiais civis das delegacias de Juiz de Fora e Ubá. Além disso, as equipes da Coordenação de Operações Especiais (Core) e da Coordenação Aerotática (CAT) ofereceram apoio com um helicóptero para monitorar os pontos da operação.
Investigação continua
Os suspeitos presos foram levados ao sistema prisional. As investigações seguem em andamento, e a Polícia Civil continua à procura de outros membros das facções criminosas envolvidas.