Foto: Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais identificou um homem de 47 anos que realizou furtos em apartamentos de alto padrão em Juiz de Fora, na Zona da Mata. A investigação avançou rapidamente porque três delegacias trocaram informações de forma contínua. Assim, as equipes monitoraram cada movimento do investigado e seguiram seu deslocamento até Uberlândia, onde ele acabou detido na noite de domingo (7 de dezembro).
Modus operandi detalhado pelos investigadores
A 7ª Delegacia de Juiz de Fora mapeou o comportamento do autor e notou um padrão claro. Ele escolhia o período do dia, já que muitos moradores saíam para trabalhar. Em seguida, ele entrava nos prédios fingindo falar ao telefone, o que facilitava o disfarce. O homem usava boné, sobreposição de camisas para trocar de aparência rapidamente e analisava as frestas das portas para descobrir apartamentos vazios. Depois disso, ele arrombava fechaduras com uma alavanca metálica e recolhia joias em ouro, relógios e aparelhos eletrônicos.
Imagens que confirmaram a autoria
Na segunda-feira (1º de dezembro), câmeras internas e externas registraram um arrombamento em uma cobertura no bairro Granbery. As gravações mostraram com clareza o rosto do autor e toda a dinâmica utilizada. Essas imagens fortaleceram o cruzamento de dados entre as delegacias e permitiram confirmar a identidade do investigado.
Ação conjunta que levou à prisão
A 2ª Delegacia de Contagem confirmou que o homem possuía histórico de furtos semelhantes e mandado de prisão em aberto. Além disso, os policiais descobriram a compra de uma passagem para o Distrito Federal marcada para sábado (6 de dezembro). Por isso, a Delegacia Regional de Uberlândia montou campana no Terminal Rodoviário. A equipe manteve vigilância constante até localizar o suspeito e detê-lo com joias, relógios, objetos furtados e as roupas usadas nos crimes.
Delegado destaca trabalho integrado
O delegado Samuel Neri afirmou que a cooperação entre Juiz de Fora, Contagem e Uberlândia acelerou a identificação do autor. Ele também reforçou que a integração fortalece a repressão a crimes patrimoniais e melhora a eficiência das operações.