Foto: Welison Oliveira
Juiz de Fora ainda convive com um cenário preocupante de extrema pobreza, já que mais de 58 mil pessoas vivem com cerca de R$ 7,25 por dia. Mesmo assim, os dados mais recentes mostram que o município conseguiu reduzir gradualmente a quantidade de famílias nessa condição ao longo dos dois últimos anos. Essa queda ocorre após o pico registrado em maio de 2023, quando a cidade alcançou seu índice mais alto desde o início da série.
Redução progressiva após o pico histórico de 2023
O levantamento do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social aponta que, em maio de 2023, Juiz de Fora somava 33.618 famílias em extrema pobreza, o equivalente a 79.366 pessoas. Contudo, os meses seguintes registraram uma sequência de recuos. Em dezembro de 2023, o número caiu para 28.959 famílias. Já em dezembro de 2024, o total chegou a 25.819. Em novembro de 2025, o município contabilizou 24.574 famílias, o menor volume desde o ápice de dois anos antes.
Além disso, em agosto de 2025, o município alcançou a marca de 27.020 famílias, número que também representou melhora significativa em relação ao período mais crítico da série.
Prefeitura destaca atuação conjunta das políticas públicas
A Prefeitura de Juiz de Fora afirma que mantém uma rede de ações integrada, que envolve assistência social, saúde, educação e desenvolvimento econômico. Segundo o município, essas iniciativas fortalecem a proteção social, estimulam a inclusão produtiva e ampliam o atendimento às famílias que enfrentam maior vulnerabilidade.
De janeiro a novembro de 2025, 53.787 pessoas buscaram algum serviço público voltado à área social. Por isso, a administração municipal considera que a transferência de renda e as demais políticas de apoio contribuem para redistribuir recursos e melhorar as condições de vida de quem vive na extrema pobreza.
Evolução histórica dos últimos anos
Os dados disponíveis mostram que, ao longo da última década, Juiz de Fora passou por diferentes momentos. Em setembro de 2017, o município registrou seu menor índice, com 15.703 famílias em extrema pobreza. No entanto, a pandemia de Covid-19 alterou esse cenário e impulsionou o crescimento desse grupo.
Antes do início do lockdown, em fevereiro de 2020, a cidade contabilizava 17.152 famílias nessa situação. Um ano depois, em março de 2021, o número aumentou para 19.116 famílias. A partir daí, o avanço continuou até chegar ao pico histórico de 33.618 famílias em maio de 2023. A queda observada desde então indica recuperação gradual, embora muitos moradores ainda enfrentem dificuldades severas para manter o sustento diário.