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O governo sancionou nesta quarta-feira (26 de novembro) a nova regra do Imposto de Renda que amplia a faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil. A mudança entra em vigor em janeiro do próximo ano e deve alcançar cerca de 15 milhões de contribuintes. Entre eles, cerca de 10 milhões deixarão de pagar o imposto, enquanto outros 5 milhões passarão a ter descontos na cobrança mensal. Além disso, trabalhadores com renda entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 passam a contar com uma redução na tributação.
Alterações e justificativas do governo
O Congresso aprovou a proposta por unanimidade, mas a atualização não modifica toda a tabela do Imposto de Renda. Assim, a isenção e os benefícios ficam restritos às novas faixas criadas pela lei. Segundo o governo, um reajuste amplo teria custo elevado, acima de R$ 100 bilhões anuais. Dessa forma, contribuintes com salários superiores a R$ 7.350 continuam sujeitos à alíquota máxima de 27,5%.
Além disso, o governo justificou a mudança afirmando que o objetivo é ampliar o poder de compra das famílias e estimular a circulação de dinheiro no país. Segundo o presidente, ampliar o consumo gera impacto direto na economia, já que o dinheiro se transforma em compras e serviços que movimentam diversos setores. Ele destacou ainda que valores concentrados em poucas mãos geram desequilíbrios, enquanto a distribuição favorece o dinamismo econômico.
Impactos e compensações previstas
A lei também prevê uma cobrança adicional para contribuintes de maior renda. Dessa maneira, quem recebe mais de R$ 600 mil por ano, o equivalente a R$ 50 mil por mês, passa a ter uma alíquota extra progressiva de até 10%. A nova tributação deve atingir aproximadamente 140 mil pessoas e não muda a situação de quem já paga percentuais iguais ou superiores.
Outro ponto relevante é a cobrança de 10% sobre lucros e dividendos enviados ao exterior. Todas essas alterações afetarão a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física referente ao ano-base 2026, que será entregue em 2027. Especialistas consultados pelo governo afirmam que as mudanças podem estimular o consumo, reduzir dívidas e fortalecer o crescimento econômico ao longo do período.